Research BPI diz que decisão das operadoras de não aumentar preços é “surpreendente e negativa”

BPI diz que decisão das operadoras de não aumentar preços é “surpreendente e negativa”

Os analistas consideram que a decisão poderá colocar em causa a sua estimativa de um aumento das receitas de 0,8% no próximo ano.
BPI diz que decisão das operadoras de não aumentar preços é “surpreendente e negativa”
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 21 de dezembro de 2017 às 10:28

O BPI considera que a decisão das operadoras de telecomunicações de não aumentar os preços em 2018 é "surpreendente" e "negativa", podendo colocar em causa a sua estimativa de uma subida das receitas do mercado de 0,8% no próximo ano.

"Esta decisão de não aumentar os preços é algo surpreendente e tem uma leitura negativa", afirmam os especialistas numa nota de análise divulgada esta quinta-feira, 21 de Dezembro.

Os analistas lembram que têm chamado a atenção para o aumento da competitividade no mercado e que esta decisão "destaca os riscos percebidos pelas operadoras nesta frente". "Estimamos um crescimento de 0,8% das receitas do mercado em 2018, o que, ao abrigo desta decisão, parece um pouco optimista".

O comentário do BPI segue-se à notícia divulgada ontem de que a Vodafone, Nos e Nowo não vão alterar os preços dos seus serviços no próximo ano, enquanto a Meo fará apenas actualizações em alguns tarifários móveis pós-pagos, a partir de Fevereiro.

"A partir de 1 de Fevereiro de 2018, apenas alguns tarifários móveis pós-pagos serão actualizados, sendo que não há qualquer alteração de preços de serviços fixos Meo - TV, internet e telefone fixo, convergentes e não convergentes", disse a Altice/PT à Lusa.

 

A Vodafone indicou que, "à data, não está prevista qualquer actualização de preços" no próximo ano, assim como a Nowo (antiga Cabovisão), que também não estima qualquer mudança.

 

A Nos assegurou, por seu lado, que "não vai efectuar aumentos" em 2018. Para a cotada, o BPI tem uma recomendação "neutral" e um preço-alvo de 5,75 euros, 4,9% acima da cotação actual. Os títulos descem 1,01% para 5,48 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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