Research BPI eleva avaliação da Navigator e corta a da Altri

BPI eleva avaliação da Navigator e corta a da Altri

“A Altri é a empresa ibérica com a maior exposição à volatilidade do dólar”, o que justifica a revisão em baixa das estimativas para a empresa. Já a Navigator vai beneficiar do aumento dos preços da matéria-prima.
BPI eleva avaliação da Navigator e corta a da Altri
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 18 de setembro de 2017 às 11:39

O BPI elevou a avaliação da Navigator em 2,3% para 4,45 euros, o que confere às acções da empresa liderada por Diogo Silveira um potencial de valorização de 17% face à actual cotação (3,803 euros).

 

Os analistas José Rito e Bruno Bessa, do BPI, explicam que apesar de a Navigator acumular um ganho de cerca de 25% desde o início do ano, negoceia com um desconto de cerca de 2%. A casa de investimento realça que a melhoria das previsões dos preços da pasta e papel levou a uma subida das estimativas de resultados, "claramente acima dos pares".

 

A melhoria do preço-alvo é justificada sobretudo pelos "preços mais elevados da pasta de papel, que mais do que ofuscará o enfraquecimento do dólar", explicam os mesmos analistas.

 

A recomendação foi elevada de "neutral" para "comprar".

               

"A Altri é a empresa ibérica com a maior exposição à volatilidade do dólar", realçam os analistas do BPI. Esta exposição é a principal razão para uma revisão da avaliação que a casa de investimento faz da empresa co-liderada por Paulo Fernandes e Borges de Oliveira.

 

O BPI reviu em alta a previsão dos preços da pasta de papel, mas este impacto acaba por ser mais do que anulado pela estimativa de enfraquecimento do dólar, bem como pela previsão de maior capex e de maiores custos de financiamento.

 

Tendo em conta todas as actualizações, o BPI cortou em 5% a avaliação da Altri para 4,35 euros, o que confere às acções um potencial de valorização de 12,9% face à actual cotação (3,852 euros). A recomendação foi melhorada de "underperform" para "neutral".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
Saber mais e Alertas
pub