Research BPI: Expansão da Jerónimo Martins para um novo mercado traz riscos

BPI: Expansão da Jerónimo Martins para um novo mercado traz riscos

A unidade de investimento do BPI vê riscos na entrada da Jerónimo Martins num novo mercado, como anunciou Alexandre Soares dos Santos, pela história recente na Colômbia. A Polónia também pode trazer más notícias.
BPI: Expansão da Jerónimo Martins para um novo mercado traz riscos
Ricardo Castelo
Diogo Cavaleiro 28 de setembro de 2017 às 10:14

A Jerónimo Martins quer expandir-se para novos mercados "nos próximos dois a três anos". A afirmação do antigo presidente Alexandre Soares dos Santos, proferida na quarta-feira na inauguração do novo centro logístico em Valongo, causa apreensão aos analistas da casa de investimento do BPI.

 

"Se a empresa está, de facto, a considerar a entrada num novo mercado, consideramos que tal poderá apresentar alguns riscos para as estimativas de lucros por acção", assinala a unidade de investimento na nota de "research" desta quinta-feira, 28 de Setembro.

 

De acordo com a equipa liderada por José Rito, um dos aspectos que merece mais sinalização é o de a Colômbia ser um mercado recente para a Jerónimo Martins (o país sul-americano é o terceiro mercado da empresa, atrás de Portugal e da Polónia).

 

A equipa de especialistas do BPI sinaliza as "perdas mais prolongadas do que o esperado na Colômbia", onde a companhia presidida por Pedro Soares dos Santos entrou em 2013 nas lojas de proximidade sob a insígnia Ara. A casa de investimento adianta ainda que este continuará ainda a ser um mercado numa fase inicial de desenvolvimento nos próximos dois a três anos, altura para a qual a Jerónimo Martins aponta a entrada num novo mercado.

 

Além disso, acrescentam os analistas do banco detido pelo CaixaBank, poderá haver alguns riscos por a Jerónimo Martins, que estreou agora uma nova imagem corporativa, perder o foco nos negócios já existentes.

 

No comentário, o BPI ressalva que uma operação inorgânica (aquisição) mitiga os riscos face a um negócio iniciado do zero. Nas apostas da casa de investimento, o Peru e a Roménia são os "candidatos mais prováveis" para a entrada num novo mercado. 

 

O BPI também comenta a notícia na imprensa polaca que dá conta da disponibilidade do partido que sustenta o governo, o Lei e Justiça, para apoiar o fecho do comércio de dois em dois domingos: "Esta notícia não é uma completa novidade e não vai mudar grande coisa nas dinâmicas de concorrência do mercado de retalho polaco, desde que aplicado a todas as empresas".

 

Contudo, há a expectativa de que haja um "impacto negativo" na evolução do mercado polaco e, portanto, também da Jerónimo Martins. Nos primeiros nove meses do ano, a Polónia, com os supermercados Biedronka, representou 68% das vendas da empresa.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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5640533 Há 3 semanas

O dinheiro nunca chega.

o BCP continua ao preço de um REBUÇADO Há 3 semanas



o BCP continua ao preço de um REBUÇADO e os GRANDES TUBARÕES não andam a DORMIR

pertinaz Há 3 semanas

É A VIDA...

GANHA-SE NUNS E PERDE-SE NOUTROS...

Little Bull Há 3 semanas

Naturalmente que traz riscos! Mas qual o novo negócio, expansão, joint-venture ou internacionalização que não traz riscos? E o risco de se manter como está sem crescimento? Esta insignia aposta no longo prazo e quem invista nas respetivas ações tem de estar preparado para o mesmo horizonte temporal.

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