Research BPI recomenda “comprar” CTT após plano de reestruturação

BPI recomenda “comprar” CTT após plano de reestruturação

Os analistas do BPI melhoraram a recomendação para as acções dos CTT e mantiveram o preço-alvo em 4,70 euros. O potencial de subida é de 29%.
BPI recomenda “comprar” CTT após plano de reestruturação
Rita Faria 20 de dezembro de 2017 às 10:20

Um dia depois de ter sido conhecido o plano de reestruturação dos CTT, o BPI decidiu melhorar a recomendação para as acções de "underperform" para "comprar", devido à evolução negativa da cotação (os títulos descem 31% desde a última revisão, no final de Outubro).

O preço-alvo mantém-se em 4,70 euros, apesar de o BPI reconhecer os riscos relacionados com as despesas operacionais da implementação do plano. O ‘target’ traduz um potencial de valorização de quase 29%, tendo em conta a cotação actual (3,645 euros).

Na nota de análise, divulgada esta quarta-feira, 20 de Dezembro, os analistas do BPI sublinham que avaliação, actualmente deprimida, ajuda a tornar a empresa de correios num alvo "atractivo" para os investidores internacionais.

"A actual avaliação deprimida e a estrutura accionista fragmentada (o principal accionista tem apenas 10%) tornam os CTT um alvo potencialmente atractivo para um ‘player’/investidor internacional", apontam os especialistas.

Sobre o plano de reestruturação que foi apresentado ontem pela gestão, o BPI refere que os CTT "reconheceram que os resultados têm estado sob pressão desde meados de 2016 (…) tornando a apresentação deste plano de transformação operacional uma necessidade".

O plano de emergência prevê a saída de 800 trabalhadores da empresa nos próximos três anos e a redução dos salários da administração. Além disso, admite o encerramento de lojas e uma revisão da política de remuneração accionista, apesar de o dividendo de 0,38 euros relativo a 2017 ter sido reiterado.

Medidas de controlo de custos que foram bem recebidas pelo mercado e que levaram as acções a dispara um máximo de 10,93% para 3,876 euros durante as primeiras horas de negociação. Nesta altura, os títulos sobem 4,32% para 3,645 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.  




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