Research BPI sobe avaliação de 12 cotadas portuguesas

BPI sobe avaliação de 12 cotadas portuguesas

Conheça os preços-alvo e recomendações do BPI para as 16 cotadas portuguesas que acompanha.  
BPI sobe avaliação de 12 cotadas portuguesas
Miguel Baltazar

O BPI publicou esta quarta-feira, 14 de Junho, o seu "Iberian Book", relatório onde revê a avaliação das cotadas ibéricas que acompanha, actualizando os preços-alvo, recomendações e perspectivas de resultados.

 

Entre as 16 cotadas portuguesas que acompanha, o BPI elevou a avaliação de 12 empresas, uma melhoria que também é explicada pelo facto do horizonte temporal dos preço-alvo ter sido alterado para o final de 2018.

 

A subida média das avaliações foi de 12,5%, sendo que em seis cotadas a melhoria dos preços-alvo foi superior a 10%. Apenas a Cofina, dona do Negócios, viu a sua avaliação ser revista em baixa, sendo que a Mota-Engil, Impresa e Semapa foram as cotadas portuguesas que beneficiaram das revisões mais acentuadas. A construtora foi mesmo a cotada ibérica com a subida de preço-alvo mais forte (47%).

 

O BPI tem uma visão geral optimista para as cotadas portuguesas, já que todas têm um preço-alvo acima da actual cotação e o potencial médio atribuído às 16 empresas portuguesas é de 17,3%. 10 apresentam um potencial acima de 10%, sendo em três delas (Sonae SGPS, Sonae Capital, Impresa) o potencial é superior a 30%.

 

No que diz respeito às recomendações, o optimismo não é tão evidente, já que apenas quatro merecem um "rating" de "comprar": Sonae SGPS, Sonae Capital, Impresa e CTT. A maioria das cotadas tem uma recomendação de "neutral" e três recebem uma "rating" de "underperfom".

 
Sonae é a preferida

O BPI também efectuou alterações à sua lista de acções preferidas na Península Ibérica, retirando a EDP para colocar a Sonae SGPS.

 

No relatório, o banco de investimento justifica a "promoção" da Sonae, com a sua exposição à economia portuguesa, cujos dados mais recentes levam o BPI a reforçar a sua visão positiva para a cotada. O preço-alvo da retalhista é revisto em alta de 1,25 euros para 1,30 euros, e a recomendação mantém-se em "comprar".

  

Na lista de cotadas candidatas a entrar nesta lista de acções preferidas, o BPI inclui a Impresa e os CTT.

 

No relatório, o BPI adopta uma visão benigna sobre a economia ibérica, bem visível no título do documento: "Seeds of growth" (Sementes do crescimento).

 

Os economistas do banco reviram em alta a projecção para o crescimento do PIB de Portugal, antecipando agora uma expansão de 2,5% este ano, "impulsionado pelo investimento e pelas exportações". Para a economia espanhola as projecções também são animadoras, com o BPI a antecipar um crescimento de 3,1% este ano. 

 

     




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comentários mais recentes
Jorge Silva 15.06.2017

IMPRESA chegou ao fundo do canal e rebotou (o normal) buscando atingir o topo do canal descendente. Agora a duvida é se chega lá ou fica a consolidar de lado :-( É que se esperava uma forte campanha publicitaria da mudança da MEO para ALTICE. Mas se a ALTICE comprar a TVI a IMPRESA pouco vai ganhar.

sa 14.06.2017

IMPRESA è o diamante .

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