Banco brasileiro nega notícia publicada ontem no jornal "O Globo", segundo a qual o maior banco espanhol vai desfazer-se de parte das suas operações no Brasil para tentar recapitalizar-se sem recorrer a ajudas públicas.

O Bradesco nega que esteja em negociações para comprar as operações do
Santander no Brasil, desmentindo assim a notícia avançada ontem pelo jornal brasileiro "O Globo" que dava conta de rumores que circulam nos mercados e de contactos que envolveriam já a presidente Dilma Rousseff, que estaria preocupada com a possibilidade de uma excessiva concentração no sector, com o Bradesco a assumir uma posição dominante.
Se o negócio se realizasse, o Bradesco subiria da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de retalho do Brasil em activos, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil, avançava "O Globo".
Num comunicado divulgado ainda ontem, o Bradesco "nega enfaticamente" a notícia veiculada no jornal, segundo o qual Santander e Bradesco estão em negociações há já oito meses, tendo o processo sido intensificado nos dois últimos meses, à medida que se agravou a
crise financeira em Espanha e o Governo de Madrid reforçou as exigências de capital.
O jornal lembrava que o Santander, presidido por Emílio Botín (na foto), já se desfez de operações no Chile e na Colômbia e que "a primeira informação que circulou no mercado dava conta do interesse do Santander de abrir mão de uma fatia entre 30% e 40% do seu capital no Brasil". Os controladores do Santander, acrescentava o jornal, dizem não ter a intenção de deixar completamente suas operações no Brasil, que hoje responde por mais de 30% do resultado global do grupo.
"O Globo" escrevia ainda que também o Banco do Brasil esteve entre os interessados a ficar dono de parte da rede do Santander, mas as negociações teriam sido abortadas numa fase prematura por desacordo quanto ao preço.