Petróleo Brent acima dos 55 dólares atinge máximos de cinco meses

Brent acima dos 55 dólares atinge máximos de cinco meses

O petróleo de Londres está a subir pela quarta sessão consecutiva, animado pela melhoria das estimativas para a procura.
Brent acima dos 55 dólares atinge máximos de cinco meses
Reuters
Rita Faria 14 de setembro de 2017 às 11:15

O petróleo, que negociava em queda ao início da manhã, já inverteu para o lado dos ganhos, seguindo em terreno positivo pela quarta sessão consecutiva.

Em Londres, o barril de Brent está mesmo no valor mais alto dos últimos cinco meses, impulsionado pelas perspectivas positivas em relação ao aumento da procura por esta matéria-prima. O Brent ganha 0,20% para 55,27 dólares – o preço mais elevado desde 18 de Abril – enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, valoriza 0,49% para 49,54 dólares, um máximo desde 10 de Agosto.

Esta subida acontece depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter revisto em alta as suas estimativas para a procura este ano, antecipando que esta deverá registar o maior aumento desde 2015, devido ao crescimento do consumo na Europa e Estados Unidos. As estimativas deste organismo foram melhoradas em 1,7%, ou 100 mil barris, para um total de 1,6 milhões de barris por dia.

A juntar à melhoria das perspectivas para a procura está a possibilidade de os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estenderem ainda mais os cortes na produção, como já foi admitido por alguns integrantes do cartel.

De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, alguns membros admitem que os cortes, em vigor até Março do próximo ano, poderão ser prolongados por, pelo menos, mais três meses.

A Agência Internacional de Energia anunciou ainda que a produção de crude dos Estados Unidos cresceu em 572 mil barris por dia na semana passada, para 9,35 milhões, enquanto as reservas aumentaram pela segunda semana consecutiva. 




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Anónimo Há 1 semana

Isto é uma não noticia
Porque em Portugal á muitos anos que está em Maximos, nunca deixou de estar.

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