Petróleo Brent cai para mínimos de mais de um mês abaixo dos 48 dólares

Brent cai para mínimos de mais de um mês abaixo dos 48 dólares

A subida das reservas nos Estados Unidos continua a pressionar os preços do petróleo, que negoceia em mínimos do início de Maio em Londres e em Nova Iorque.
Brent cai para mínimos de mais de um mês abaixo dos 48 dólares
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Rita Faria 08 de junho de 2017 às 13:38

O petróleo está a desvalorizar nos mercados internacionais pela segunda sessão consecutiva para negociar no valor mais baixo em mais de um mês. A pressionar os preços está a subida inesperada das reservas de crude nos Estados Unidos que aumentou as dúvidas sobre a capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para reequilibrar o mercado desta matéria-prima.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 0,48% para 45,50 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desce 0,52% para 47,81 dólares. Em ambos os casos, trata-se do valor mais baixo desde 5 de Maio.

Esta quarta-feira, foi revelado pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos que as reservas de crude norte-americanas aumentaram em 3,3 milhões de barris por dia, a primeira subida em nove semanas e a maior desde meados de Março.

A divulgação destes dados levou a matéria-prima a afundar mais de 4% em Londres e 5% em Nova Iorque, na sessão de ontem, uma tendência negativa que se prolonga esta quinta-feira, apesar da crise diplomática entre a Arábia Saudita e o Qatar e do ataque terrorista no parlamento do Irão.

O crescimento da produção dos Estados Unidos tem aumentado os receios de que a OPEP seja incapaz de reequilibrar o mercado, apesar da extensão dos cortes na produção aprovada no encontro do passado dia 25 de Maio.

Nessa reunião, em Viena, os países da OPEP acordaram prolongar até ao final do primeiro trimestre de 2018 os cortes na oferta que deveriam terminar neste mês de Junho.

Apesar disso, a matéria-prima tem perdido terreno nos mercados internacionais, devido aos receios de que esta extensão não seja suficiente para diminuir o excedente global. 




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