Petróleo Brent dispara 8% e supera 50 dólares em dia de encontro da OPEP

Brent dispara 8% e supera 50 dólares em dia de encontro da OPEP

Os preços do petróleo estão a acentuar a sua valorização nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte já disparou 8% e superou os 50 dólares por barril. Há mais de um mês que tal não acontecia.
Brent dispara 8% e supera 50 dólares em dia de encontro da OPEP
Bloomberg
Ana Laranjeiro 30 de Novembro de 2016 às 13:15

O dia está a ser de ganhos acentuados no mercado petrolífero. O optimismo quanto a um acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) sobre uma diminuição da produção está a animar a negociação da matéria-prima. Por esta altura, o West Texas Intermediate valoriza 7,58% para 48,66 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, sobe 7,89% para 50,04 dólares por barril. Desde 28 de Outubro que o petróleo negociado em Londres não ultrapassava a fasquia dos 50 dólares. Durante a sessão desta quarta-feira, o Brent disparou 8,78% para 50,45 dólares, o que corresponde ao valor mais elevado desde Fevereiro deste ano.

A especulação sobre se haverá acordo entre os membros da OPEP fez correr muita tinta na imprensa mundial nas últimas semanas. Entre os avanços e recuos, tendo a cotação do petróleo variado muito em função das notícias que foram saindo, a crença do mercado é agora que o acordo vai ser alcançado. Isto porque o secretário-geral da OPEP adiantou, segundo o Market Watch, que o acordo vai ser alcançado esta quarta-feira, 30 de Novembro, data em que o cartel reúne em Viena (Áustria) para tentar alcançar um entendimento que limite a produção internacional, depois de nos últimos dias os contactos entre os produtores reunidos na organização se terem intensificado.


Além do secretário-geral da OPEP, também o ministro iraquiano do Petróleo, Jabbar al-Luaibi, adiantou que o acordo vai ser alcançado. Al-Luaibi defendeu, citado pela Bloomberg, que os membros do cartel são unânimes quanto à decisão de cortar a produção."Estou optimista que vamos ter resultados positivos". "Vai haver um corte, sim, definitivamente".

Para que o acordo possa ser firmado é necessário, contudo, que divergências no seio do cartel sejam sanadas. A proposta da Argélia, avançada esta terça-feira de acordo com fontes da Bloomberg, prevês que os 14 membros da OPEP cortem a produção de 33,6 milhões de barris diários para 32,5 milhões de barris. Analistas do Goldman Sachs, citados pelo Market Watch, avançaram esta manhã que "se a proposta da OPEP para cortar a produção para 32,5 milhões de barris por dia for assinada, esperamos que os preços subam para 50 dólares por barril".


Bijan Namdar Zanganeh, ministro iraniano do Petróleo, alinha no discurso que a OPEP vai alcançar um acordo, embora Teerão vá ter outro acordo em vez de congelar a produção.

 

Aliás, as últimas informações avançadas pelo Market Watch dão conta que a Arábia Saudita estará disponível para aceitar que o Irão produza 3,9 milhões de barris por dia. De acordo com fontes da Bloomberg, o reino Saudita vai permitir que Teerão aumente a sua produção para níveis próximos dos que tinha antes da imposição de sanções. A confirmar-se, o Irão poderá produzir assim 3,975 milhões de barris por dia.

Entretanto, está a ser noticiado pelo Market Watch, que cita a Reuters, que a Rússia não estará de acordo com a proposta de redução da OPEP para os produtores que não integram o cartel. A OPEP pretende que os restantes produtores diminuam a sua produção em 600 mil barris por dia, sendo que 400 mil destes, seriam oriundos da Rússia. Moscovo considera, contudo e de acordo com uma fonte do sector energético do país, que esse número "é um pouco excessivo".


Na edição desta terça-feira, o Negócios avançava com cenários para o desfecho deste encontro. Uma das possibilidades era deixar cair o intervalo máximo, ou seja, deixar cair o patamar de 33 milhões de barris por dia, fixando a produção em 32,5 milhões. Isso, a par com as explicações ao mercado de quais as obrigações com que cada um dos 11 membros que irão cortar a produção se comprometeram. "Seria um desfecho mais construtivo", refere o Deutsche Bank.




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comentários mais recentes
Camponio da beira Há 5 dias

Continua a cerca de 1/3 do preço maximo, já os combustiveis superam os 2/3e do preço maximo.Toca a pagar impostos e ordenados e reformas chorudas na Galp.

Rui Ferreira Há 5 dias

46. Estou de olho na mentira. . .

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