Banco público tem em curso sistema de contacto com devedores, que envolve mil contactos diários.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) realizou no primeiro semestre um total de 12.579 operações de alteração de contratos de
crédito à habitação, disse ao
Negócios José de Matos (na foto), CEO do banco do Estado.
A negociação com os devedores envolveu alargamentos de prazo, períodos de carência ou ajustamentos de “spread”, de forma a evitar uma execução da hipoteca por parte do banco.
Tendo em conta o nível de endividamento dos particulares na área do crédito à habitação, o banco tem em curso um sistema de contacto com devedores, no âmbito do qual faz 1.000 contactos por dia de forma a prevenir situações de incumprimento.
No primeiro semestre deste ano, o banco público registou imparidades de crédito de 483,3 milhões de euros, situação que se deve deteriorar até ao final do ano.
O crédito à construção e imobiliário e o crédito para compra de acções foi o que mais penalizou o balanço da
CGD no semestre.