Research CaixaBI reduz preço-alvo da EDP e melhora recomendação

CaixaBI reduz preço-alvo da EDP e melhora recomendação

O portefólio "diversificado e defensivo" da empresa e a estratégia apoiada no crescimento das renováveis, além da política de dividendos, são vistos como pontos positivos. As estimativas para lucro e EBITDA no final do ano foram revistas em alta.
CaixaBI reduz preço-alvo da EDP e melhora recomendação
Miguel Baltazar
Paulo Zacarias Gomes 11 de Janeiro de 2017 às 00:54
A unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos reviu em baixa a sua estimativa de preço-alvo para 2017 para a EDP, de 3,65 euros para 3,5 euros, melhorando no entanto a recomendação, que passou de "accumulate" para "buy".

Numa nota de research enviada esta terça-feira, 10 de Janeiro, o CaixaBI refere ter ajustado as estimativas depois da divulgação dos resultados da energética nos primeiros nove meses de 2016, além de ter actualizado a avaliação do conglomerado de participações da EDP, incluindo nesta actualização o preço-alvo da EDP Renováveis e o valor de mercado da EDP Brasil.

Com o novo "fair value" (3,5 euros), e tendo em conta a cotação de fecho desta terça-feira das acções na bolsa de Lisboa (2,74 euros, depois de cair 1,93% nesta sessão), o CaixaBI confere um potencial de valorização de 27,73% aos papéis da empresa liderada por António Mexia.

As estimativas de lucro para o total do ano apontam para que 2016 tenha fechado com resultado líquido de 900 milhões de euros (uma melhoria de 5% em relação à previsão anterior mas abaixo dos 913 milhões de 2015) e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) fique em 3.765 milhões de euros, uma melhoria de 3% em relação à anterior expectativa mas também aquém dos 3.924 milhões registados em 2015.

A EDP apresenta os resultados de 2016 a 2 de Março, depois do fecho dos mercados, de acordo com informação no site da empresa.

A unidade de investimento realça as condições desafiantes do mercado energético, desde logo pela fraca procura e baixos preços de venda no mercado grossista, mas destaca o portefólio "diversificado e defensivo" da empresa e a estratégia apoiada no crescimento das renováveis (vão passar a representar 76% do total de capacidade instalada em 2020, dos actuais 71%) e na "disciplina financeira". 

Os maiores riscos para o futuro são uma potencial deterioração do ambiente macroeconómico e uma desalavancagem mais lenta do que o inicialmente esperado. Já a política de dividendos é considerada como "muito clara, sustentável e atractiva".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.



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