Mercados Carros antigos foram o melhor investimento da década

Carros antigos foram o melhor investimento da década

Valor dos carros antigos disparou 457%. Vinhos estão a ganhar terreno como melhor investimento, conclui o Índice de Investimento de Luxo Knight Frank.
Carros antigos foram o melhor investimento da década
Bloomberg
Mariana Adam 02 de outubro de 2017 às 12:47

Nos últimos dez anos o negócio dos carros antigos valorizou mais do que a maioria dos investimentos: 457%, de acordo com o Índice de Investimento de Luxo Knight Frank, uma bolsa especializada que avalia activos de elevada rentabilidade. O mesmo ranking revela ainda que a rentabilidade dos investimentos em vinho disparou 245% na última década, seguido das obras de arte (206%), das jóias (163%) e dos selos (133%).

Se analisarmos apenas os últimos 12 meses são os vinhos os vencedores deste ranking, publicado anualmente pela imobiliária britânica, roubando assim o título que nos últimos anos tem sido dos carros de luxo usados. O valor dos vinhos de luxo subiu 25% em um ano (os mais procurados no momento são os do norte de Itália), já o crescimento dos carros antigos nos últimos 12 meses foi de 7%.

A valorização dos carros clássicos na Europa é impulsionada pela isenção de impostos sobre o lucro obtido na sua venda a particulares. Contudo, os especialistas alertam para as particularidades desse tipo de investimento. "Embora a valorização dos carros clássicos tenha sido muito forte nos últimos 10 anos, os investidores precisam de analisar o investimento com cautela. Nem todos os modelos vão ter a mesma valorização", avisa Andrew Shirley, responsável por este ranking. Acrescentando que "há custos significativos associados à propriedade de activos de luxo, como armazenamento, manutenção e seguro". "O meu conselho é sempre comprar algo que o consumidor adore e que goste de possuir. O aumento do valor deve ser visto como um bónus."

O negócio do ano no sector foi a venda de um Aston Martin DBR1 de 1956 que se tornou o carro britânico mais caro já vendido em leilão, por 22,5 milhões de dólares (19,1 milhões de euros). 

De registar ainda a valorização da icónica mala da Hermès Birkin, que rendeu mais que o ouro e a bolsa, com ganhos anuais médios de 14,2% desde o lançamento em 1981, segundo a mesma fonte.

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