Mercados Certificados do tesouro captam mais de 100 milhões pelo segundo mês

Certificados do tesouro captam mais de 100 milhões pelo segundo mês

Os certificados de poupança do Estado captaram 89 milhões de euros, em Fevereiro, com as subscrições dos certificados do tesouro a compensarem as saídas nos certificados de aforro.
Certificados do tesouro captam mais de 100 milhões pelo segundo mês
Reuters
Patrícia Abreu 21 de março de 2018 às 11:45

Os portugueses continuam a confiar parte das suas poupanças aos certificados do tesouro. No segundo mês do ano, este instrumento de poupança captou, pelo segundo mês, mais de 100 milhões de euros. Já os certificados de aforro continuam a perder dinheiro.


Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) conquistaram, em Fevereiro, 102 milhões de euros, segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal divulgado esta quarta-feira. Este valor ficou ligeiramente abaixo dos 107 milhões que entraram nos novos certificados do tesouro em Janeiro. Ainda assim, este produto de poupança do Estado continua a captar bastante interesse junto dos aforradores nacionais, apesar da quebra de remuneração fixada em Outubro do ano passado.


Os novos CTPC vieram substituir os CTPM, cuja remuneração média era de 2,25% a cinco anos. No caso dos CTPC, o prazo da aplicação é de sete anos, com uma taxa de remuneração bruta média de 1,39%. Apesar do juro ser menos atractivo continua a assegurar uma rendibilidade superior à dos depósitos a prazo e aos certificados de aforro.


Os Certificados de Aforro (CA) perderam 13 milhões de euros, em Fevereiro. Com as taxas Euribor em valores negativos, a taxa paga pelos CA permanece bastante deprimida. Segundo o IGCP, a taxa bruta fixada para Março foi de 0,672%, para os novos certificados.

Contas feitas, os certificados de poupança do Estado permitiram ao Tesouro financiar-se em 89 milhões de euros.


O Tesouro português prevê financiar-se em 1.800 milhões de euros junto das famílias. Um valor que Cristina Casalinho, presidente do IGCP, considera exequível. "De acordo com a evolução verificada em Janeiro, mantendo-se o mesmo ritmo de subscrições líquidas ao longo do ano, estimamos atingir os valores projectados para 2018", adiantou a responsável ao Negócios, recentemente.




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