Bolsa China e GE pressionam Wall Street

China e GE pressionam Wall Street

Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram em terreno negativo, com os dissabores da General Electric e os dados económicos da China a desanimarem os investidores.
China e GE pressionam Wall Street
Carla Pedro 14 de novembro de 2017 às 21:04

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,10% para 2.584,85 pontos e o Dow Jones recuou 0,13% para 23.409,74 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,29% para 6.737,87 pontos.

 

Depois de ontem as bolsas do outro lado do Atlântico terem recuperado ligeiramente, hoje regressaram ao vermelho.

 

Desta vez, a queda da General Electric fez mais mossa, com o sector industrial a pesar na negociação. A GE afundou 5,91% para 17,90 dólares, o nível mais baixo desde 2011, ainda a ser castigada pelo profundo plano de reestruturação que anunciou ontem e que incorpora um corte de 50% no valor do dividendo, bem como milhares de despedimentos.

 

A contribuir para desanimar os investidores estiveram também os dados económicos provenientes da China, que foram considerados decepcionantes e lançaram novos receios quanto à retoma da economia global.

 

As praças em Wall Street continuam também a ser pressionadas pelo facto de o Senado ter revelado que o seu plano fiscal prevê um adiamento, para 2019, da redução de IRC. O que significa que, a concretizar-se, se estará a adiar o corte de impostos que foi prometido por Donald Trump. "Consideramos que será difícil ver a reforma fiscal ser aprovada ainda em 2017", comentou à Bloomberg um estratega do U.S. Bank Wealth Management, Dan Heckman.

 

Os intervenientes de mercado aguardam agora pela divulgação, amanhã, dos dados relativos à inflação de Outubro nos EUA.

 

O índice de preços no consumidor deverá ter aumentado a um ritmo mais lento, uma vez que o custo da gasolina diminuiu [em Setembro situou-se nos 2,2%]. Já a inflação "core", que exclui os combustíveis e produtos alimentares, deverá ter ganho força, segundo os economistas inquiridos pela Bloomberg. Há cinco meses consecutivos que a inflação norte-americana se situa em 1,7%, quando a meta da Reserva Federal é de 2%.
 

Também amanhã começa outro evento a que os mercados vão prestar atenção. Os negociadores do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA – que junta os EUA, Canadá e México) reúnem-se na Cidade do México para a quinta ronda de conversações sobre este tratado com 23 anos.

 

Na quarta ronda, recorde-se, as conversações azedaram devido ao facto de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que o NAFTA é "o pior tratado na história dos Estados Unidos".




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