Mercados China e inflação são os dois próximos riscos para os mercados

China e inflação são os dois próximos riscos para os mercados

Larry Hatheway diz que são dois os grandes perigos que podem afectar os mercados nos próximos meses.
China e inflação são os dois próximos riscos para os mercados
Bloomberg
Mariana Adam 24 de novembro de 2017 às 13:31

Larry Hatheway, investidor sénior que há décadas analisa e investe nos mercados financeiros, revelou esta quinta-feira, 23 de Novembro, à Bloomberg que neste momento as suas grandes preocupações são a China e a inflação.

O veterano explica que nos próximos três a seis meses o seu foco vai estar na eventual desaceleração do crescimento chinês, que deverá ser estimulada pela restrição imposta pelo governo ao crédito. Larry Hatheway avisa que esta pode vir a ser uma surpresa para o mercado que, de uma forma geral, não está a antecipar o fenómeno.


Na mesma entrevista à Bloomberg TV o especialista defende que o segundo perigo é ainda menos evidente: "um aumento da inflação" nos EUA, Europa ou Japão. "É simplesmente imprevisível o impacto (da descolagem da inflação) nos mercados".


À medida que o ano se aproxima do fim, o mercado começa a questionar se 2018 vai marcar o ponto de inflexão, já que os bancos centrais vão começar a abandonar os intensos estímulos que ajudaram a impulsionar o crescimento, nomeadamente dos mercados, nos últimos anos.

 

Larry Hatheway, que faz parte do board da GAM Holding há quase três anos e que foi economista-chefe da UBS entre 1992 a 2015, diz que o segredo para o sucesso dos mercados este ano foi o facto de os investidores finalmente terem conseguido ignorar uma série de preocupações e terem-se suportado no crescimento dos lucros e da actividade económica. Esta resiliência criou "um ambiente com níveis extraordinariamente elevados de rentabilidade".




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