Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Na bolsa portuguesa, que fechou o melhor semestre em dois anos, o dia será de reacção do Montepio ao princípio de acordo com a Santa Casa e ao aumento de capital e da Pharol à entrada de novos administradores. Na Zona Euro há indicadores no desemprego e no sector manufactureiro.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 03 de julho de 2017 às 07:30
Montepio depois do acordo com Santa Casa e aumento de capital

A sessão de hoje é a primeira para a negociação das unidades de participação do Montepio em bolsa depois de na sexta-feira a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ter assinado um princípio de acordo para entrar na instituição financeira, abrindo espaço à adesão de outras entidades e à colaboração em áreas como a saúde.

O arranque das negociações entre a Santa Casa e a Caixa Económica aconteceu no mesmo dia em que o Montepio anunciou a injecção de 250 milhões de euros oriundos da associação mutualista, reforçando assim o capital para mais de dois mil milhões de euros – um aumento que foi imposto pelo Banco de Portugal, noticia hoje o Negócios. Na sexta-feira, os títulos do banco em bolsa fecharam a cair 0,62% para 0,482 euros.



A primeira sessão pós-indicação de Tanure para a administração da Pharol

Este será também, para as acções da Pharol, o primeiro dia de negociações depois de anunciadas alterações relevantes, desta vez não ao nível do negócio mas da administração da empresa que sucedeu à PT e conserva a maioria da brasileira Oi.

Na sexta-feira foi anunciada a entrada de três novos administradores - Jorge Santiago Neves, Thomas Cornelius Azevedo Reichenheim e Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure – para complementar o mandato em curso, do triénio 2015-2017.

Tanure pediu há um ano a destituição dos administradores ligados a Portugal na Oi, deixando mais tarde cair a exigência em virtude de um acordo entre a Pharol e a Societé Mondiale, fundo criado pelo investidor activista. E junta-se agora à administração da Pharol, cotada que terminou a sessão de sexta-feira a valorizar 0,99% para 0,305 euros.



Depois de melhor semestre em dois anos, para onde vai a Bolsa de Lisboa

Esta sessão bolsista é também a primeira do segundo semestre deste ano, depois de os primeiros seis meses de 2017 na praça portuguesa terem ficado marcados por ganhos de 10,12%, os maiores registados nos últimos dois anos no espaço de um semestre.

Além disso, o crescimento do índice lisboeta foi o dobro do experimentado pelas acções europeias.


A Corticeira Amorim e a Mota-Engil foram, destacadas e com valorizações superiores a 50%, as que maiores ganhos registaram de Janeiro a Junho no PSI-20, seguidas de perto pela Pharol. Já as perdas tocaram EDP, Nos, Galp Energia e CTT.


Desemprego e sector industrial em análise na Zona Euro

Depois de na semana passada o INE ter estimado que a taxa de desemprego em Portugal terá ficado em Maio nos 9,4%, recuando em relação ao mês anterior, esta segunda-feira o Eurostat divulga a taxa para a Zona Euro, que deverá ter ficado inalterada nos 9,3%. 

Em Abril, quando o desemprego em Portugal estabilizou nos 9,8%, esta era a sexta taxa mais elevada da União Europeia, estando na altura a economia portuguesa entre as que conseguiam baixar mais rápido a taxa de desemprego, num ranking em que Itália, Espanha, Chipre e Grécia continuavam a registar valores de dois dígitos.

O pulso do sector industrial na área euro também é medido hoje, com a divulgação dos índices de gestores de compras da Markit, um indicador importante para antever a evolução económica do bloco dos 19. Ainda esta semana será também conhecido - na quarta-feira - o indicador para os serviços.

Além dos países da moeda única, também na economia britânica será conhecido o indicador respeitante à manufactura, depois de no mês passado as eleições terem retirado a maioria absoluta de deputados ao partido conservador no Reino Unido, obrigando Theresa May a um acordo de incidência parlamentar com os unionistas da Irlanda do Norte.

Feriado determina sessão mais curta em Wall Street

A aproximação do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos leva a alterações nas horas de negociação nos mercados norte-americanos no arranque desta semana.

Além do encerramento total desta terça-feira, 4 de Julho - o dia feriado -, a sessão de véspera nesta segunda-feira será mais curta, decorrendo entre as 9:30 e as 13:00 (horas locais, 14:30 e 18:00 em Portugal Continental, respectivamente), de acordo com o estipulado no site da New York Stock Exchange




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