Mercados Clientes bancários apresentaram mais de 1.100 reclamações por mês em 2016

Clientes bancários apresentaram mais de 1.100 reclamações por mês em 2016

As reclamações subiram pela primeira vez em três anos, regressando a valores de 2014. Ainda assim, em dois terços das queixas apresentadas, o regulador concluiu que não houve qualquer infracção.
Clientes bancários apresentaram mais de 1.100 reclamações por mês em 2016
Patrícia Abreu 10 de maio de 2017 às 13:58

Os clientes bancários portugueses reclamaram mais em 2016. O número de reclamações subiu no último ano, ultrapassando as 14 mil queixas, com as contas de depósito a serem novamente a matéria mais reclamada pelos portugueses.


O número de reclamações atingiu as 14.141 queixas em 2016, um número que supera em 5% as 13.487 reclamações registadas um ano antes, segundo o Relatório de Supervisão Comportamental, divulgado pelo Banco de Portugal esta quarta-feira, 10 de Maio. Isto significa que em termos mensais foi apresentada uma média de 1.178 queixas.


Este aumento deve-se sobretudo ao maior número das reclamações relacionadas com as contas de depósito, nomeadamente relacionadas com aumento de comissões. "Os clientes reclamaram, em particular, sobre questões relacionadas com prestação de informação e com alteração de cláusulas contratuais, sobre comissões e outros encargos aplicáveis aos produtos e serviços bancários e sobre problemas relacionados com a cobrança de valores em dívida", explica o relatório.


O regulador bancário português nota ainda que apesar do maior número de situações reportadas pelos clientes em algumas áreas, como as contas de depósito, há matérias onde o número de reclamações baixou. É, por exemplo, o caso do crédito aos consumidores, ou dos cheques, onde as queixas baixaram mais 10,5% e 13,3%, respectivamente.


Dois terços sem razão


Apesar do aumento do número de reclamações, para níveis de 2014, o relatório do Banco de Portugal conclui que 64% das situações reportadas não apresentaram indício de infracção, enquanto as restantes 36% viram a situação resolvida fosse pela iniciativa da instituição de crédito ou na sequência da actuação do Banco de Portugal.


A grande maioria das reclamações continua a ser dirigida directamente ao Banco de Portugal (50%), mantendo-se o Portal do Cliente Bancário como o meio mais frequentemente utilizado para o envio destas reclamações. 




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mais votado Anónimo 10.05.2017

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, etc.

comentários mais recentes
Anónimo 11.05.2017

O que interessa não são os números das reclamações, mas sim as reclamações que tinham justificação. Vai a ver-se a maioria das reclamações não tem fundamento.

Anónimo 10.05.2017

Obviamente que sendo um banco só podia fazer com que a maioria das reclamações a bancos fossem invalidadas e só para não parecer mal lá deixou um terço como válidas.

Anónimo 10.05.2017

Um problema com duas vertentes: por um lado, alguns clientes julgam que "os males da banca" só residiam no BES. Por outro lado, a banca a continuar a "varrer" qualquer comercial que não apresente vendas, valorizando exclusivamente os nºs e esquecendo a importância da confiança!

se fosse a PHAROLIÇE + 60 % 10.05.2017

SE fosse a PHAROLADA com 3 dias seguidos de optimas noticias como teve o MILENIUM BCP já tinha subido + de 60% mas como é o bcp na segunda desceu 3% ontem subiu 0.5 % e hoje a descer 3% ou seja em 3 dias desceu 5.5 %

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