Bolsa CMVM proíbe aposta na queda das acções do BCP esta sexta-feira

CMVM proíbe aposta na queda das acções do BCP esta sexta-feira

Não vai ser possível fazer vendas a descoberto das acções do BCP esta sexta-feira. Depois da queda de 11% do banco, os investidores ficam impedidos de beneficiar com novas desvalorizações do banco.
CMVM proíbe aposta na queda das acções do BCP esta sexta-feira
Miguel Baltazar/Negócios

As acções do BCP afundaram esta quinta-feira 11,37% para 14,27 cêntimos. A partir de quedas superiores a 10%, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliárois (CMVM) tem poderes para restringir temporariamente a aposta em desvalorizações, o chamado "short selling" ou vendas a descoberto. E foi isso que foi decidido hoje. 

 

"A CMVM decide a proibição das vendas a descoberto das acções representativas do capital social do Banco Comercial Português, S.A. (ISIN: PTBCP0AM0015) no Euronext Lisbon, mercado regulamentado gerido pela Euronext Lisbon - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados S.A., nos termos do art. 23.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012, com efeitos a partir das 00h00m de 20 de Janeiro de 2017, até às 23h59m do mesmo dia", indica o comunicado do regulador.

 

Segundo a CMVM, a "flutuação do preço das acções em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo". 

Assim, na sessão desta sexta-feira, os investidores apenas podem assumir posições longas, ou seja, posições em que só ganham com valorizações das acções, já que estão proibidas as práticas que beneficiam com a desvalorização dos títulos. 

A decisão do regulador presidido por Gabriela Figueiredo Dias (na foto) é tomada em pleno aumento de capital do banco presidido por Nuno Amado. Esta quinta-feira, foi o primeiro dia em que estiveram a negociar os direitos que permitem a subscrição das novas acções que serão emitidas no âmbito do reforço de capital de 1,33 mil milhões de euros que o BCP está a implementar. A proibição de "short selling" é determinada na segunda sessão em que estes direitos negociaram. 

Os direitos vão negociar em bolsa até 30 de Janeiro, sendo que o período de exercício termina a 2 de Fevereiro. Cada direito permite a compra de 15 acções, mediante o pagamento de 9,4 cêntimos por cada uma. Aqui pode acompanhar a cotação dos direitos.  E aqui das acções.



(Notícia actualizada com mais informações às 20:15)




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mais votado Skizy 19.01.2017

A queda pouco tem a ver com as posições a descoberto, nunca estiveram tão baixas desde janeiro de 2016!

comentários mais recentes
Anónimo 20.01.2017

Desde dezembro o BCP baixou mais de 50%, e estes palhaços da CMVM vem agora dia 20 janeiro com esta, deve a ser a piada do dia, só pode...ou então, é para mais patos entrarem e favorecer o shortshelling de 2.ªfeira, ainda mais forte...

Bruno Silva 20.01.2017

O short selling é que deu cabo de muitas cotadas. Esses parasitas que só engordam a baixar cotadas para depois voltarem a comprar ganhando lucros absurdos em dias deviam ser todos enfiados num barco e levados para alto mar e afundar o barco. São ladrões. O short selling devia ser sempre proibido.

Anónimo 20.01.2017

com este volume diario de direitos é impossivel a fosun comprar os direitos necessarios para chegar aos 30% mesmo que comprassem os direitos transacionados nos dias todos. para mim eles vao acordar um preço com a sonangol e a edp e compra los a eles .

JCG 20.01.2017

Se essa inutilidade da CMVM valesse para aquilo que deve valer, não tinha aprovado a operação de aumento de K, pelo menos teria exigido que o prazo da operação fosse avançado 2 ou 3 meses e para depois da apresentação das contas de 2016 pelo BCP.
Assim, as pessoas, os pequenos acionistas porque os grandes têm os números - a informação não é igual para todos - são forçados a fazer opções às cegas.
Continua tudo como dantes: regulares e supervisores incompetentes e negligentes.

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