Obrigações Commerzbank: Portugal deve avançar com emissão sindicada de muito longo prazo

Commerzbank: Portugal deve avançar com emissão sindicada de muito longo prazo

O banco alemão diz que o IGCP deverá querer aproveitar as taxas de juro em mínimos para se financiar a prazos muito longos.
Commerzbank: Portugal deve avançar com emissão sindicada de muito longo prazo
Pedro Elias

O IGCP deverá em breve avançar com uma emissão de dívida sindicada de muito longo prazo, de acordo com o Commerzbank.

 

O banco de investimento alemão, numa nota enviada a clientes esta manhã, diz que esta especulação aumentou depois de o instituto que gere a dívida do Estado ter decidido não anunciar nenhum leilão para esta semana. O que "abriu a porta para a especulação sobre uma nova emissão sindicada, provavelmente com uma maturidade ultra-longa", refere o banco.

 

O última emissão sindicada de dívida ocorreu logo no início deste ano, quando Portugal colocou 3 mil milhões de euros em títulos com maturidade em 2027, aceitando pagar uma taxa de rendibilidade de 4,227%, a mais elevada desde a saída da troika.

 

Depois disso o IGCP já realizou vários leilões de dívida de longo prazo, com custos mais reduzidos. Ao contrário dos leilões, nas emissões de dívida sindicada a colocação dos títulos está garantida por um sindicato de bancos e habitualmente servem para abertura de uma nova linha.

 

O último leilão ocorreu a 10 de Maio, tendo o IGCP colocado obrigações a cinco e a dez anos, num total de 1.250 milhões de euros.

 

O Commerzbank acredita que o IGCP poderá agora avançar para uma emissão sindicada de prazos mais longos, de modo a "aproveitar ‘yields’ no nível mais baixo desde Setembro do ano passado e a avançar no processo de financiamento do Estado".

 

Emissões já garantem mais de metade do financiamento de 2017

 

O Estado já emitiu 8.300 milhões de euros em Obrigações do Tesouro este ano, mais de 55% da meta de 15.000 milhões prevista para a totalidade de 2017. E as próximas emissões que serão feitas este ano servirão já para pré-financiar as necessidades do próximo ano, segundo uma apresentação feita na semana passada pelo IGCP.

Neste documento, o instituto liderado por Cristina Casalinho acrescentou que "as próximas emissões servirão para sustentar a confortável posição de liquidez e para pré-financiar as necessidade de financiamento de 2018".

O IGCP conta terminar o ano com "uma posição de liquidez (excluindo garantias) de entre 6.500 milhões e 7.500 milhões de euros, em linha com o nível observado no final de 2015".

 

Reembolso ao FMI sem impacto para já


A nota do IGCP foi emitida depois de o Governo ter solicitado autorização aos parceiros europeus para reembolsar antecipadamente mais 10.000 milhões de euros ao FMI.

 
O IGCP refere que o reembolso de mais 10.000 milhões está em linha com o plano em que estava a trabalhar e a apresentar a investidores. O Tesouro prevê pagar antes do prazo 6.500 milhões em 2018 e 3.200 milhões de euros em 2019.

 

O Commerzbank refere que este anúncio do IGCP sobre reembolso ao FMI "não é relevante" nas emissões a realizar este ano, uma vez que o primeiro pagamento só irá decorrer no próximo ano.


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mais votado Anónimo Há 4 semanas


ESTADO NÃO DEVE PAGAR O REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA

OS DESCONTOS DOS BENEFICIÁRIOS CGA, NÃO CHEGAM PARA PAGAR… NEM METADE DA PENSÃO QUE RECEBEM

Não é verdade que as pensões em abono correspondam ao valor dos descontos dos beneficiários.

As pensões auferidas são muito superiores às que os pensionistas teriam direito caso apenas se utilizassem os respetivos descontos capitalizados para as pagar.

Com pressupostos muito otimistas, não seria sequer possível pagar 50% das pensões que a CGA atualmente paga, caso apenas se contassem os descontos legais feitos a favor do pensionista ao longo da sua carreira.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Falando disto www.euronews.com/2015/09/15/how-do-countries-decide-how-much-they-can-afford-to-borrow é bom que em vez da fábula com vegetais que nos deixou o bloquista José Reis se tome antes nota das declarações da governante Liga Klavina. Para bom entendedor da língua inglesa falada por uma Letã meia palavra basta. Ela fala das reformas fiscais, do sector financeiro, das políticas capazes de fomentar as exportações e, muito importante, do mercado laboral, que foi amplamente flexibilizado. Aqui deixaram fazê-lo? Não. As leis em vigor não permitem e sabendo-se que os guardiões dessas leis muito beneficiam delas à custa da sustentabilidade do Estado, da competitividade da economia e da equidade na sociedade, não causa estranheza.

Anónimo Há 4 semanas


ESTADO NÃO DEVE PAGAR O REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA

OS DESCONTOS DOS BENEFICIÁRIOS CGA, NÃO CHEGAM PARA PAGAR… NEM METADE DA PENSÃO QUE RECEBEM

Não é verdade que as pensões em abono correspondam ao valor dos descontos dos beneficiários.

As pensões auferidas são muito superiores às que os pensionistas teriam direito caso apenas se utilizassem os respetivos descontos capitalizados para as pagar.

Com pressupostos muito otimistas, não seria sequer possível pagar 50% das pensões que a CGA atualmente paga, caso apenas se contassem os descontos legais feitos a favor do pensionista ao longo da sua carreira.

surpreso Há 4 semanas

Parabéns a António Costa o melhor PM de sempre de Portugal.

Anónimo Há 4 semanas

Contrata o talento de que precisas rapidamente. Despede os excedentários de que não precisas ainda mais rapidamente. Depois vem a geringonça, cria uns subsídios, o pessoal fica iludido, vende o voto, e o governo distorce os mercados de factores todos até que o país vá à falência. A pandilha prevaricadora fica com um pé de meia jeitoso e o resto que se phod... Viva o endividamento injusto e insustentável emitido em nome dos outros que nada têm a ganhar ou a ver com isso.

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