Bolsa Conheça as cotadas da bolsa de Lisboa com maior potencial

Conheça as cotadas da bolsa de Lisboa com maior potencial

Veja os preços-alvo médios atribuídos pelos analistas às cotadas nacionais do PSI-20 e o diferencial face à última cotação.

Após duas semanas a cair mais de 4% em cada uma delas, o PSI-20 já apagou os ganhos conquistados em 2018 e segue agora com um saldo negativo superior a 1%.

 

A praça portuguesa acompanhou o movimento de correcção que atingiu as principais bolsas mundiais, sobretudo na segunda-feira, dia que ficou marcado pela queda histórica de mais de mil pontos do Dow Jones numa só sessão.

 

Foram muitos os analistas que classificaram esta queda de excessiva, considerando que abriu boas oportunidades para os investidores apostarem em cotadas mais penalizadas em excesso.

 

O Negócios reuniu os preços-alvo atribuídos pelos analistas às cotadas portuguesas, efectuando em baixo o "ranking" tendo em conta o potencial de valorização.


  

Potencial médio de 12%    

A correcção dos últimos dias deixou as acções a negociarem em níveis atractivos face às avaliações dos analistas. Os "targets" para as cotadas do PSI-20 conferem um potencial médio de 12% às acções em Lisboa, sendo que apenas três empresas negoceiam neste momento acima da avaliação dos analistas.

"Na ausência de alterações materiais nos fundamentais das empresas, vemos estas descidas mais abruptas como possíveis oportunidades de compra, tendo em conta a nossa perspectiva de uma eventual reversão do movimento de subida das taxas de juro sem risco (EUA e Alemanha)", realça a equipa de "research" do BiG, em declarações publicadas pelo Negócios na terça-feira, 6 de Fevereiro. 

 

Já João Queiroz, director da banca online do Banco Carregosa, alerta que "a amplitude destas variações recomendariam alguma cautela, sobretudo antes de se conhecerem as estimativas de receitas e de resultados do último trimestre de 2017".

Depois de um ano de subidas expressivas, a maioria dos bancos de investimento está a recomendar "manter" as acções nacionais. Das 176 recomendações emitidas para as cotadas nacionais e recolhidas pelo Negócios, 85 (48,3%) são para "manter", 66 (37,5%) para "comprar" e 25 (14,2%) para "vender".

Sonae Capital e papeleiras são aposta
Entre as empresas do PSI-20, a Sonae Capital, a Semapa e a Navigator são as apostas dos analistas, com a maior proporção de recomendações de "comprar". O bom momento do turismo nacional, a recuperação em Portugal e no Brasil, com reflexo no negócio do cimento e as boas perspectivas para os preços da pasta são os principais motivos que justificam a preferência por estas empresas.

CTT e Nos com potencial
Ainda assim, em termos de potencial face ao preço-alvo, são as companhias que têm sido mais pressionadas em bolsa as que oferecem maior margem de progressão. A operadora liderada por Miguel Almeida apresenta espaço para valorizar 33%, enquanto a empresa de correios, que perdeu quase metade do seu valor no último ano, tem potencial de subida de cerca de 27%.

No lado oposto, apenas Mota-Engil, que mais do que duplicou de valor em 2017, BCP e Jerónimo Martins negoceiam acima dos "targets". 

Apesar deste desfasamento face às avaliações quer a construtora quer o banco contam com mais recomendações de compra. No caso do BCP, 50% dos "ratings" são de "comprar", enquanto na Mota-Engil 40% dos analistas mandam "comprar".

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