Research Corticeira Amorim e EDP Renováveis na lista de preferidas do BPI

Corticeira Amorim e EDP Renováveis na lista de preferidas do BPI

Numa lista de oito empresas eleitas na Península Ibérica para 2017, apenas duas cotadas são portuguesas. Corticeira Amorim e EDP Renováveis mantêm-se na "Core List" do BPI.
Corticeira Amorim e EDP Renováveis na lista de preferidas do BPI
Patrícia Abreu 23 de janeiro de 2017 às 15:13

Há duas cotadas portuguesas na "core list" do BPI. Num "research" onde actualizou as suas estimativas para as cotadas ibéricas, o banco de investimento mantém a Corticeira Amorim e a EDP Renováveis numa lista de oito empresas preferidas para investir em 2017. No total, o BPI avaliou 17 cotadas nacionais. 


A Corticeira Amorim e a EDP Renováveis continuam a ser as duas empresas nacionais na carteira de acções eleitas pelo BPI. A lista inclui ainda o Banco Sadabell, Dia, Ferrovial, Grifols, NH Hotel Group e Repsol.


O BPI considera que a Corticeira Amorim "beneficia de perspectivas positivas para a indústria do vinho e melhoria de vendas". Ainda que tenha mantido o preço-alvo de 10,20 euros inalterado, com a recomendação de "comprar", os especialistas realçam a "avaliação atractiva" da empresa de cortiça, com a cotada a apresentar um potencial de subida de 19% face ao "target" do BPI.


"A Corticeira acumula um ganho de 49% nos últimos 12 meses, mas a acção está a negociar com um PER estimado para 2017 e 2018 atractivo de 14,1 e 12,6 vezes", respectivamente, escrevem os analistas Bruno Bessa e José Rito. Além disso, "a entrega de resultados deve continuar a dar suporte à acção".


Já no caso da EDP Renováveis, o preço-alvo foi melhorado em 4,5% para 8,15 euros, enquanto a recomendação permaneceu "comprar". "A EDP Renováveis é uma proposta de valor e crescimento equilibrada", que pode beneficiar com mais negócios de rotação de activos, argumentam os especialistas.


Em relação aos riscos no mercado norte-americano, onde a companhia mantém actividade, o BPI argumenta que os riscos já parecem descontados na recente correcção do preço da acção. Já o actual ambiente de taxas de juro "pode representar riscos para a avaliação no custo de capital que devem ser temperados pela dívida a taxa fixa".


Sonae e EDP no banco de suplentes


Ainda que não integrem a lista de eleitas, a Sonae e a EDP estão entre as empresas destacadas pelo BPI, como potenciais empresas a subir à "Core List" do banco de investimento. A eléctrica, cujo preço-alvo baixou de 3,40 para 3,25 euros, mas a recomendação passou de "neutral" para "comprar", está entre as acções que podem ascender à lista de preferidas devido ao elevado potencial que apresenta (25%).


"É uma estratégia sólida suportada pelo crescimento nas renováveis e desalavancagem do balanço", escreve o BPI no seu relatório publicado esta segunda-feira, 23 de Janeiro. além disso, a cotada liderada por António Mexia apresenta uma "política de dividendo apelativa, risco operacional mais baixo que o sector e portefólio de geração competitivo", podendo ainda beneficiar com uma potencial venda da Naturgas, explica o banco.


No caso da Sonae, a companhia "enfrenta receitas favoráveis devido ao crescente rendimento disponível em Portugal, forte dinâmica de turismo, inflação crescente, que deverão permitir à empresa manter crescimento de vendas comparáveis e margens estáveis na sua divisão de retalho alimentar".


Fora de Portugal, "os esforços de reestruturação e a dinâmica de consumo positiva em Espanha deverão ajudar a rentabilidade do segmento não-alimentar da Sonae no país". Isto num momento em que a acção continua a negociar a desconto no mercado accionista, 39% abaixo do preço-alvo de 1,15 euros do BPI.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.


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comentários mais recentes
Anónimo 23.01.2017

A EDP REN é recomendada por todos, mas não para de descer... É cada analista!!!

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