Bolsa Corticeira sofre maior queda em seis anos após OPV de Amorim

Corticeira sofre maior queda em seis anos após OPV de Amorim

As acções da Corticeira Amorim recuperaram parte do terreno perdido ao logo da sessão, mas não evitaram fechar o dia com a queda mais acentuada desde Fevereiro de 2010.
Corticeira sofre maior queda em seis anos após OPV de Amorim
As empresas de Américo Amorim continuam a controlar mais de 70% do capital da Corticeira
Paulo Duarte/Negócios
Nuno Carregueiro 04 de Novembro de 2016 às 16:56
As acções da Corticeira Amorim sofreram esta sexta-feira a queda mais acentuada em mais de seis anos, reflectindo a venda de um lote de acções equivalente a 10% do capital, por parte do seu maior accionista. Os títulos fecharam o dia a cair 7,85% para 7,966 euros.  
 
Depois do fecho da sessão de quinta-feira, duas empresas de Américo Amorim anunciaram que iriam realizar uma oferta pública de venda de 10% do capital da Corticeira Amorim, operação que concluíram poucas horas depois.

Os títulos foram colocados a 7,90 euros cada um desconto de 8,6% face à cotação de fecho de ontem (8,645 euros), o que resultou num encaixe de 107,07 milhões de euros para a Amorim International Participations e a Investmark Holdings.
 
Esta sexta-feira as acções chegaram a cair 10,86% para 7,706 euros, um mínimo de final de Agosto e abaixo do preço da OPV, mas acabaram por fechar acima deste valor indicativo. Esta foi já a quinta sessão de quedas para a Corticeira Amorim, que em Outubro negociou em máximos históricos muito perto dos 10 euros por acção.
 
A Corticeira Amorim também se destacou pela elevada liquidez, tendo sido transaccionadas perto de um milhão de acções, o que compara com a média diária dos últimos seis meses de 38 mil acções negociadas.
 
Apesar deste desempenho negativo mais recente, a Corticeira Amorim acumula ainda um ganho de mais de 30% desde o início do ano, mantendo uma capitalização bolsista acima de mil milhões de euros.  
 
Com a venda deste lote de 10%, as empresas de Américo Amorim continuam a controlar a Corticeira Amorim, com 73% do capital.
 
Analistas assinalam efeito positivo
 
Apesar da queda dos títulos e de já anteciparem uma primeira reacção negativa, os analistas destacam que esta operação pode ter efeitos positivos na Corticeira Amorim, que assim fica com uma maior fatia do capital disperso em bolsa.
 
"Apesar do desconto de 8,6% implícito nesta colocação colocar alguma pressão nas acções no curto prazo, vemos esta transacção como tendo um efeito positivo na visibilidade da empresa dado que deverá contribuir para aumentar a liquidez diária das acções", refere o Haitong.
 
Já o CaixaBI assinala que "o free float da Corticeira Amorim irá subir para 25% (dos actuais 15%), contribuindo para o aumento da liquidez do título, bem como para a melhoria da sua representatividade no índice PSI-20", o que "se mostrará benéfico para o título".
 
O banco de investimento assinala mesmo o aumento do "free float" irá "criar condições para que removamos o desconto de 10% actualmente aplicado à nossa estimativa de Fair Value". O CaixaBI avalia as acções da Corticeira Amorim em 8,30 euros, com uma recomendação de "acumular".



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comentários mais recentes
joaoaviador Há 4 semanas

Amorim já não manda. Esse é o problema.

Resposta de valeaquilinoa joaoaviador Há 4 semanas

A causa, não é o Amorim mandar ou não. A verdade incontestável é que o papel subio cerca de 1300% sem qualquer correcção acentuada.Poderá cair de vez até deixar o traseiro em brasa.

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