Research Credit Suisse corta avaliação da EDP e vê potencial de queda de 13%

Credit Suisse corta avaliação da EDP e vê potencial de queda de 13%

As acções da eléctrica estão a ser penalizadas pela avaliação do banco suíço, com uma queda de mais de 2%.  
Credit Suisse corta avaliação da EDP e vê potencial de queda de 13%
Bruno Simão/Negócios
Negócios com Bloomberg 06 de outubro de 2017 às 08:53

O Credit Suisse cortou o preço-alvo da EDP, de 3,10 euros para 2,70 euros, uma nova avaliação que representa um potencial de queda de 13% face à cotação de fecho de ontem da eléctrica liderada por António Mexia.

 

A recomendação também foi revista em baixa, de "neutral" para "underperform", o que está a conduzir as acções da EDP a uma reacção negativa. Logo depois da abertura chegaram a cair 2,58% para 3,02 euros.

 

De acordo com a Bloomberg, que divulgou a nova recomendação, o Credit Suisse é agora ao banco de investimento mais pessimista para a EDP, com o preço-alvo a ficar 14% abaixo do média das 24 casas de investimento que seguem a eléctrica.

 

Os preços-alvo destes analistas oscilam entre 2,70 euros e 4 euros por acção, sendo que 10 atribuem recomendações de compra, 10 manter e 4 de vender.

 

Turbulência para as eléctricas do Sul da Europa

 

Na nota de research onde corta a EDP, o Credit Suisse analisa as eléctricas do Sul da Europa, considerando que estão a entrar numa "era de turbulência" devido ao início de um novo ciclo regulatório.

 

O banco espera que Portugal, Espanha e Itália introduzam "alterações regulatórias significativas" para o período entre 2018 e 2020, o que resultou num corte entre 5 e 16% para as eléctricas ibéricas e de 3% para a italiana Enel.

 

Depois de terem, nos últimos cinco anos, apresentado um desempenho acima da média do sector, as eléctricas do Sul da Europa deverão agora ter uma prestação em bolsa mais modesta. A Enel é a única com uma recomendação de "outperform", a recomendação da Gas Natural subiu para "neutral". A Endesa permaneceu com esta recomendação e cobertura da Iberdrola foi reiniciada também com recomendação de "neutral".




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