Crédito Crédito à habitação a taxa fixa mais do que duplicou em 2016

Crédito à habitação a taxa fixa mais do que duplicou em 2016

A taxa variável continua a ser dominante no crédito à habitação em Portugal. A Euribor a 12 meses teve um crescimento expressivo no ano passado.
Crédito à habitação a taxa fixa mais do que duplicou em 2016
Raquel Godinho 03 de agosto de 2017 às 13:06

2016 trouxe mudanças significativas ao mercado de crédito à habitação em Portugal. Ainda que a taxa variável continue a dominar as operações de financiamento, a taxa fixa viu a sua expressão mais do que duplicar, de acordo com o Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2016, publicado pelo Banco de Portugal esta quinta-feira, 3 de Agosto.


Foram celebrados 57.912 contratos de crédito à habitação, no ano passado. Mais 34,2% do que um ano antes. No total, as novas operações de financiamento ascenderam a 5,5 mil milhões de euros, tendo também aumentado face ao ano anterior. O crescimento foi de 39,6%. Isto significa que, em média, cada contrato tem um valor de 94.224 euros.


A grande novidade esteve relacionada com o "aumento expressivo no número de contratos de crédito à habitação celebrados com taxa de juro fixa e com taxa de juro mista", modalidade em que parte do crédito decorre a taxa fixa e a outra parte a taxa variável. No primeiro caso, o crescimento foi de 164,5% e no segundo o aumento foi de 95,2%. Uma evolução que está relacionada com os valores negativos atingidos pelas Euribor desde o início de 2015 e que demonstra a forte aposta dos bancos nesta modalidade de financiamento.


Depois deste crescimento expressivo, "os contratos de crédito à habitação a taxa fixa representaram, em 2016, 4,9% dos novos contratos, uma percentagem superior aos 2,5% do ano anterior", revela o Banco de Portugal.


Apesar desta evolução, a grande maioria dos financiamentos foi feito a taxa variável. Esta modalidade representou 83,4% das novas operações. Ainda assim, viu o seu peso cair face aos 89,5% registados em 2015. Neste caso, o principal indexante utilizado foi a Euribor a 12 meses. Representou 85,3% dos novos créditos, o que compara com o peso de 25% que teve em 2015.


Ao mesmo tempo, registou-se uma diminuição na proporção de novos contratos indexados à Euribor a três meses e a seis meses. Os contratos indexados à Euribor a três meses passaram a representar 0,9% dos contratos, quando em 2015 representavam, 14,1%. Já a Euribor a seis meses foi o indexante de 12,3% dos contratos, o que compara com 59,4% do ano anterior.


Olhando agora para o saldo total dos créditos à habitação, e não apenas para as novas operações realizadas, existiam, no final do ano passado, 1,5 milhões de empréstimos para a compra de casa. Destes 96,4% são a taxa variável e mais de metade (51%) tem como indexante a Euribor a 6 meses.




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