Crédito Crédito à habitação concedido em Maio atinge máximo de 2010

Crédito à habitação concedido em Maio atinge máximo de 2010

Depois do recuo registado em Abril, o novo crédito à habitação voltou a aumentar. Superou novamente os 700 milhões de euros.
Crédito à habitação concedido em Maio atinge máximo de 2010
Bruno Simão/Negócios
Raquel Godinho 11 de julho de 2017 às 11:33

O montante emprestado pelas instituições financeiras para a compra de casa atingiu, em Maio, o valor mais elevado desde Dezembro de 2010. De acordo com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, foram concedidos 728 milhões de euros, mais 192 milhões de euros do que um mês antes.


O crédito à habitação continua a aumentar de forma expressiva. É preciso recuar até ao final de 2010 para ver os bancos emprestarem tanto dinheiro para a compra de casa num só mês. Maio trouxe um novo aumento do dinheiro concedido, depois da quebra sofrida em Abril, segundo os dados do Banco de Portugal.


No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, foram já emprestados 3,067 mil milhões de euros com esta finalidade. Um montante que representa um aumento de 45,2% face a igual período do ano passado. A maior disponibilidade dos bancos para dar financiamento tem tido reflexo na quebra sucessiva dos "spreads" exigidos. O último foi o BCP que, na semana passada, cortou a margem mínima para 1,25% face aos anteriores 1,5%. Deste modo, passou a ter o "spread" mais baixo do mercado, em linha com o Santander Totta e o Bankinter.


Mas não foi só o crédito à habitação que aumentou. Também nas restantes modalidades de empréstimos às famílias, a tendência foi de crescimento. No crédito ao consumo, as novas operações ascenderam a 359 milhões de euros, o que compara com os 283 milhões de euros concedidos um mês antes. Já no crédito para outros fins foram emprestados 178 milhões de euros, mais 42 milhões de euros do que em Abril.


No total, as instituições financeiras emprestaram 1,265 mil milhões de euros a particulares, mais 310 milhões de euros do que em Abril. Desde o início do ano, as famílias já pediram 5,517 mil milhões de euros emprestados à banca. Um montante que significa um crescimento de 25% face aos primeiros cinco meses do ano passado.


O crédito às empresas também registou uma evolução positiva em Maio. Aumentou e atingiu o valor mais elevado desde o passado mês de Dezembro. No total, os bancos emprestaram 2,716 mil milhões de euros a sociedades não financeiras, mais 804 milhões de euros do que em Abril.


E verificou-se um crescimento no dinheiro emprestado às grandes mas também às pequenas empresas. O novo crédito até um milhão de euros ascendeu a 1,618 mil milhões de euros, o que compara com os 1,217 mil milhões de euros do mês anterior. Já no caso das operações acima de um milhão de euros foram concedidos 1,098 mil milhões de euros, mais 403 milhões de euros do que em Abril.


Desde o início do ano, o novo crédito às empresas ascendeu a 11,315 mil milhões de euros, o que compara com os 12,834 mil milhões de euros do período homólogo. Ou seja, verificou-se uma quebra de 1,519 mil milhões de euros.




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mais votado Anónimo 11.07.2017

É preciso alertar a sociedade e educar os políticos portugueses mais distraídos para os perigos e falácias subjacentes ao pensamento único eleitoralista que não se apercebe que distribuir salários e benefícios a privados que não passem pelo crivo regulador e orientador das forças de mercado é tão mau para a sustentabilidade do Estado, incluindo o Estado de Bem-Estar Social, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade, como distribuir subsídios e adjudicações a privados obedecendo à mesma lógica discricionária, e vice-versa. Sindicalismo selvagem de compadrio e capitalismo selvagem de compadrio são uma e a mesma coisa e encerram em si as sementes do mesmo mal cujos frutos são pobreza, subdesenvolvimento, injustiças e insustentabilidade que transformam aquilo que poderia ser um luxuriante e frondoso pomar numa tenebrosa mata de dependência e crise.

comentários mais recentes
Anónimo 11.07.2017

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito para a internacionalização das empresas portuguesas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

Anónimo 11.07.2017

A modernização não se faz e a vida das pessoas fica em perigo para se salvarem carreiras que já não têm razão de ser.

Juca 11.07.2017

É como diz o R. Andrade. Infesta-se (diz "investe-se", mas é diferente) agora e depois abre-se falência! Os otários pagam.

Anónimo 11.07.2017

Não tenho rendimentos para sustentar as vossas vidas vividas acima das vossas possibilidades. Desinchem.

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