Crédito Crédito ao consumo atinge máximos históricos

Crédito ao consumo atinge máximos históricos

As instituições financeiras emprestaram mais de 650 milhões de euros em crédito ao consumo no penúltimo mês do ano, de acordo com os dados do Banco de Portugal.
Crédito ao consumo atinge máximos históricos
Bruno Simão
Raquel Godinho 15 de janeiro de 2018 às 12:33

Pelo segundo mês consecutivo, as novas operações de crédito ao consumo aumentaram em Novembro, segundo os dados do Banco de Portugal, publicados esta segunda-feira. No total, foram concedidos 654,9 milhões de euros, mais 5% do que no mês anterior. Trata-se mesmo do valor mais elevado desde que estes dados começaram a ser publicados no início de 2013.

Novembro, pela proximidade do Natal e final do ano, é tipicamente marcado por um aumento das operações de crédito ao consumo. E, em 2017, esta tendência voltou a verificar-se. Em praticamente todos os segmentos de crédito ao consumo foi emprestado mais dinheiro do que no mês anterior.

A excepção foi o crédito pessoal para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos. Depois dos aumentos nos meses anteriores, coincidindo com o arranque do ano lectivo, o montante emprestado desceu 15,7% para os 6,7 milhões de euros, revela o Banco de Portugal.

Pelo contrário, foi no crédito automóvel que se registaram as maiores subidas, nomeadamente na locação financeira ou ALD. No que diz respeito aos carros novos, o montante financiado aumentou em 12,6% para os 37,187 milhões de euros. Já nos automóveis usados subiu 16,8% para os 9,9 milhões de euros.

Quanto à modalidade com reserva de propriedade e outros, nos automóveis novos, cresceu 6,3% para os 66,1 milhões de euros, enquanto nos automóveis usados aumentou 2,1% para os 154 milhões de euros. No total, em Novembro, foram emprestados 267,2 milhões de euros para a compra de carro.

As instituições financeiras emprestaram ainda 279,1 milhões de euros em crédito pessoal sem finalidade específica e 101,9 milhões de euros em cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto.  O montante emprestado nestas modalidades aumentou 5,4% e 7,5%, respectivamente, face ao mês anterior.

No acumulado do ano, as novas operações de crédito ao consumo ascenderam a 6,1 mil milhões de euros, mais 13,2% do que no mesmo período do ano anterior. Quando ainda faltam conhecer os dados de Dezembro, o dinheiro emprestado nos primeiros onze medes do ano já supera tudo o que foi concedido no ano de 2016.




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comentários mais recentes
Inês Meneses Há 2 dias

"máximos históricos" relativos a 5 anos é um bocado forçado, não? Claro que está no máximo, se comparado com o ponto máximo da crise (ponto em que os rendimentos foram mais baixos e inseguros). Esta manipulação da ignorância e preguiça de quem só lê títulos....

Anónimo Há 5 dias

Que bom os tempos do Socratismo estão de regresso! Só é pena irem acabar da mesma forma que acabaram os primeiros tempos!

General Ciresp Há 5 dias

A crianca pasma-se a olhar para o boneco:duas bocas a( casalinho e o ze povinho)e sem cu,e nao e seamesa.Onde vai ela meter tanta comida.

A tanga do controlo do défice c/div p/consumo.... Há 5 dias

Considerando tx média de IVA de 16% sendo o máx 23%, são quase 1000M€ de IVA sò nos 11meses q vão baixar o défice em igual montante, + a dív pública lançada no consumo + a austeridade camuflada e o aumento de impostos = receita do Centeno p/controlar o défice

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