Crédito Crédito aos consumidores volta a aumentar em Fevereiro

Crédito aos consumidores volta a aumentar em Fevereiro

O número de contratos e o montante concedido para novos contratos de crédito ao consumidor aumentaram, em Fevereiro, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, revelam os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.
Crédito aos consumidores volta a aumentar em Fevereiro
Sara Antunes 17 de abril de 2017 às 15:36
O número de contratos com destino a crédito ao consumidor superou os 115,4 mil, em Fevereiro, o que representa um crescimento de 1,3% face ao mesmo período do ano passado, mas menos 6,4% do que em Janeiro, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 17 de Abril, pelo Banco de Portugal.

A justificar esta evolução esteve o crédito pessoal para outros fins, como os financiamentos sem finalidade específica, consolidação de empréstimos, entre outros. Assim como os financiamentos automóvel usados. Todos os restantes destinos de empréstimos registaram quebras homólogas no número de contratos celebrados.

No que respeita aos montantes concedidos, a banca emprestou 488,7 milhões de euros, mais 7,2% do que em Fevereiro de 2016, mas menos 1,2% do que em Janeiro deste ano.

Neste caso, só registaram redução dos montantes financiados a aquisição de veículos novos e os cartões de crédito. Tudo o resto observou um aumento dos empréstimos concedidos.

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mais votado Anónimo Há 1 semana

Do ponto de vista de um tradicional banco de retalho, que risco existe em emprestar a 200 ou 300 mil excedentários blindados face à real procura e oferta de mercado motivada pelos avanços tecnológicos, a globalização e as alterações nos hábitos, gostos, necessidades e expectativas de todos os agentes económicos? E aos muitos milhares de pensionistas que anteriormente passaram incólumes por essa mesma situação de excedentarismo protegido e principescamente remunerado? A banca de retalho fomenta e vive do excedentarismo a par com o capitalismo de compadrio subsidio dependente e os políticos eleitoralistas irresponsáveis. Se a jurisdição em causa, por acréscimo, não tem mercado laboral flexível nem mercado de capitais, o melhor talento e investimento perde-se na íntegra. Sobram os resgates cíclicos, as bolsas perfeitamente evitáveis de pobreza endémica, o atraso, a irrelevância e dependência extremas enquanto povo, cultura e sociedade no contexto do mundo desenvolvido.

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Anónimo Há 1 semana

A banca portuguesa habitou-se a conceder créditos e não aprende com os malparados porque sabe que o Estado não permite a falência dos mesmos.A economia está a crescer à custa do crédito pois só assim uma grande parte das famílias consegue ter algum poder de compra...

Anónimo Há 1 semana

O que interessa numa economia é o valor que se cria nela e para isso o mercado laboral tem de ser flexível e o de capitais moderno, forte e dinâmico, senão não há talento nem investimento para transformar boas ideias em criação de valor que gere riqueza para toda a população. O varredor do lixo alemão, austríaco ou finlandês, faz férias de verão com a família em Santorini e de inverno vai para Chamonix. Isso acontece não porque ele limpe melhor o lixo do que o português ou o moldavo, mas porque a economia onde ele se insere desenvolve e produz motores, medicamentos, produtos de investimento, alimentos e semicondutores inovadores, competitivos e de muito elevada qualidade que encontram elevada procura nos principais mercados ao redor de todo o mundo.

Conselheiro de Trump Há 1 semana

Os bancos portugueses fazem lembra aquel fumador q diz prefiro morrer do q deixar de fumar.Quando a corda esta prestes a esganalo la vai ele numa correria infernal procurar ajuda.Se for pessoa de bem adianta-se a morte por mais uns tempos(cx geral depenados,recauchutado)se for pelintra(banif) caixao

Anónimo Há 1 semana

Se o governo decreta que não existem excedentários e que os empregos no Estado são garantidamente vitalícios e sempre a subir, é óbvio que os bancos ganham logo um universo de potenciais clientes no mercado do crédito ao consumo e à habitação sem paralelo. Os custos financeiros e de oportunidade dessa imprudência lunática não desaparecem. Simplesmente são gradual e temporariamente transferidos para os agentes económicos com capacidade para criar valor através do investimento, da inovação e do empreendedorismo. O país empobrece e perde autonomia e sustentabilidade económica e financeira. No curto prazo, algumas gerações actuais de agentes económicos dos sectores ligados ao excedentarismo de carreira sindicalizado ou independente, ao capitalismo de compadrio, ao tresloucado keynesianismo despesista e ao sindicalismo radical de inspiração marxista acumulam algum bem-estar temporário enquanto este processo de extracção de valor do Estado, da economia e da sociedade avança e se consolida.

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