Bolsa Criação de emprego em Junho impulsiona Wall Street

Criação de emprego em Junho impulsiona Wall Street

As principais bolsas americanas abriram no verde depois de ter sido revelado que, em Junho, foram criados 222 mil novos postos de trabalho nos Estados Unidos, uma evolução do mercado laboral que superou as estimativas.
Criação de emprego em Junho impulsiona Wall Street
Reuters
David Santiago 07 de julho de 2017 às 14:35

Depois da maior queda em mais de um mês, o índice bolsista Standard & Poor’s 500 abriu a sessão desta sexta-feira, 7 de Julho, a ganhar 0,29% para 2.416,64 pontos, seguido pelo Dow Jones a somar 0,27% para 21.377,19 pontos, e pelo tecnológico Nasdaq Composite a subir 0,40% para 6.113,906 pontos.

 

A apoiar os ganhos em Wall Street no início da última sessão desta semana está a criação de emprego na maior economia mundial, que superou as previsões.

 

Os dados divulgados esta manhã pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostram que no mês de Junho foram criados 222 mil novos postos de trabalho, uma evolução que superou por larga margem as estimativas dos analistas que antecipavam a criação de 178 mil empregos.

 

Ainda assim, apesar desta evolução positiva, a taxa de desemprego cresceu ligeiramente (uma décima) para os 4,4%, isto após em Maio ter recuado para o valor mais baixo em 16 anos.

Este dado acaba por dar força à intenção da Reserva Federal americana de prosseguir a agenda de aumentos graduais da taxa de juro, que a instituição liderada por Janet Yellen faz depender de um conjunto de factores, em especial da evolução do emprego e da taxa de inflação.

 

Depois de a Fed já ter decretado duas subidas dos juros em 2017, os economistas acreditam que haverá um novo aumento ainda este ano, numa altura em que a inflação permanece abaixo da meta de 2%.

 

A Reuters escreve que os investidores americanos estão agora também especialmente atentos à evolução dos salários e dos gastos dos consumidores para aferir com maior precisão a probabilidade de uma nova subida dos custos do dinheiro ainda em 2017.

 

A perspectiva de uma política monetária menos acomodatícia está a contribuir favoravelmente para a negociação bolsista dos bancos americanos. O JP Morgan valoriza 0,46% para 93,808 dólares, o Citigroup ganha 0,66% para 68,075 dólares, o Bank of America avança 0,67% para 24,875 dólares e o Goldman Sachs cresce 0,40% para 227,589 dólares.

 

Já o petróleo segue a cair perto de 2% em Londres e em Nova Iorque, com o West Texas Intermediate (WTI) a transaccionar nos 44,65 dólares por barril, o que acontece depois de a produção petrolífera americana ter voltado a subir na semana passada e de as exportações de crude da organização dos países exportadores de petróleo (OPEP) ter atingido o nível mais elevado em 2017.

 

O que contribui para que a Chevron recue 0,39% para 103,41 dólares.

 

Também a animar Wall Street está a Tesla que soma 0,49% para 310,35 dólares, depois de a fabricante de automóveis eléctricos ter garantido um contrato na Austrália para a instalação da maior bateria à escala mundial de armazenamento de energia produzida a partir do vento. 


(Notícias actualizada às 14:55)




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