Bolsa Crise em Washington continua a penalizar Wall Street

Crise em Washington continua a penalizar Wall Street

As bolsas dos Estados Unidos estão a negociar no vermelho, depois de terem sido reveladas mais informações sobre os contactos entre Trump e a Rússia durante a campanha presidencial.
Crise em Washington continua a penalizar Wall Street
Bloomberg
Rita Faria 18 de maio de 2017 às 14:37

A instabilidade política em Washington continua a ter reflexos em Wall Street. Depois de terem registado a maior queda em oito meses, as bolsas dos Estados Unidos voltaram a abrir em queda esta quinta-feira, 18 de Maio, prolongando as perdas da sessão europeia.

O índice industrial Dow Jones desce 0,18% para 20.568,90 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq cai 0,22% para 5.998,20 pontos. Já o S&P500 desvaloriza 0,13% para 2.354,00 pontos.

A Reuters avança esta quinta-feira que Michael Flynn e outros conselheiros da campanha de Donald Trump comunicaram com as autoridades russas e outras pessoas ligadas ao Kremlin em, pelo menos, 18 contactos – telefónicos e emails – durante os últimos sete meses da corrida presidencial do ano passado.

 

A notícia lança "mais achas para a fogueira", aumentando o clima de desconfiança que já envolve o presidente norte-americano depois de ter demitido o director do FBI James Comey – que, segundo avançou o The New York Times, foi pressionado para encerrar a investigação ao antigo conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn – e de ter alegadamente revelado informações confidenciais a membros do Kremlin, numa reunião realizada na Casa Branca, na semana passada.

A polémica em torno do presidente Donald Trump diminui, por outro lado, a confiança na capacidade de o presidente levar a cabo a sua agenda pró-crescimento e implementar as prometidas reformas, nomeadamente o aumento dos gastos em infraestruturas e a redução dos impostos.  


"A questão óbvia que temos salientado repetidamente é que Trump tem agora muito menos capital político para usar no Capitólio, e isso torna a ‘Trumpflation’ muito menos provável", afirma o estratega do Rabobank Michael Every. "Mas as coisas estão a caminhar muito rapidamente para além desse ponto, abrindo a porta a outros cenários".

A contribuir para o clima de instabilidade está ainda a situação política no Brasil, depois de a imprensa brasileira ter noticiado que o presidente Michel Temer foi apanhado em escutas que mostram tentativas de suborno.

 

Em destaque na sessão de hoje estão os títulos da Wal-Mart, que sobem 1,77% para 76,45 dólares, depois de a retalhista ter apresentado resultados que superaram as estimativas dos analistas. Abaixo do esperado foram os lucros da Alibaba, que estão a levar as acções da plataforma de comércio electrónico a descer 3,43% para 116,58 dólares. 


(Notícia actualizada às 14:50)



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comentários mais recentes
Porquê? 18.05.2017

A sério srª jornalista ? mesmo a sério ?

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