Research CTT e Impresa na “corrida” à lista das preferidas do BPI

CTT e Impresa na “corrida” à lista das preferidas do BPI

Os CTT e a Impresa fazem parte da lista de "runners-up" do BPI, enquanto a Nos é um destaque negativo, integrando o rol de "underperformers".
CTT e Impresa na “corrida” à lista das preferidas do BPI
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 14 de junho de 2017 às 12:36

A par da sua "core list", o BPI revelou um conjunto de cotadas com desempenho positivo – "runners-up" -, potenciais candidatas a uma promoção para o rol de favoritas. Deste conjunto fazem parte as portuguesas CTT e Impresa, olhadas com optimismo pelo banco de investimento.

Sobre os CTT, o BPI destaca que as acções subiram 23% nos últimos três meses, superando as congéneres do sector na Europa em 19%, devido a um "sólido conjunto de resultados" e à queda das yields associadas às obrigações soberanas portuguesas.

No entanto, os analistas acreditam que ainda há mais margem para subir dado que os CTT ainda negoceiam com um desconto significativo face aos pares e que oferecem um ‘dividend yield’ elevado.

Na nota de análise, o BPI alarga o horizonte de avaliação das acções para 2018, aumentando o preço-alvo de 6,30 para 6,50 euros. A recomendação mantém-se em "comprar". Tendo em conta a cotação actual (5,636 euros), esta avaliação traduz um potencial de valorização de 15,3%.

No que respeita à Impresa, que está fora do PSI-20, o BPI actualizou os seus números, para incluir os objectivos definidos pela empresa em termos de crescimento da receita, o processo de reestruturação da SIC e a contenção de custos na TV.

O banco de investimento aumentou as estimativas do EBITDA em 6%, em média, no período 2017-2020 e definiu um preço alvo de 45 cêntimos, reflectindo o alargamento do horizonte de avaliação para 2018. Este valor compara com os anteriores 28 cêntimos. Neste caso, considerando a cotação actual (32,1 cêntimos), o potencial de subida é de 40,1%.

"Os ventos macro favoráveis e a crescente probabilidade de fusões e aquisições no sector estão a melhorar a atractividade da Impresa", resumem os analistas, que mantêm a recomendação de "comprar".

Nos é destaque negativo

A contrastar com a lista de "runners-up" o BPI publicou ainda os "underperformers", cotadas com desempenho negativo, abaixo do mercado. A única portuguesa nesta lista é a Nos, penalizada pelo "frágil ambiente competitivo".

O BPI fixa um preço-alvo de 5,70 euros para 2018 (o que compara com os anteriores 5 euros), sendo que a recomendação se mantém em "outperform".

"A necessidade da Prisa de reduzir a dívida está a colocar a consolidação no sector novamente no centro das atenções. A Altice é um dos potenciais compradores da Mediacapital e, se avançar com essa aquisição, tentará configurar algum tipo de vantagem competitiva que, inevitavelmente, forçará outros ‘players’ a reagir", explicam os analistas. "Consequentemente, não excluímos o cenário de a Nos ser forçada a investir mais em conteúdos. Além disso, a Altice anunciou que mudará todas as suas marcas para a Altice nos próximos 12 meses, o que deverá acrescentar pressão comercial no mercado".

Tendo em conta a subida das acções da Nos de 1,07% para 5,455 euros, a avaliação do BPI tem implícito um potencial de valorização de 4,4%.  

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

 




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comentários mais recentes
GLINTT 14.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004

Punitor 14.06.2017

Quanto à Impresa, nada que me surpreenda. A empresa está em processo de reestruturação e parece-me que no bom sentido.

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