Bolsa CTT, Nos e Galp devolvem ganhos à bolsa de Lisboa

CTT, Nos e Galp devolvem ganhos à bolsa de Lisboa

A praça nacional avança pela segunda sessão, com o índice de referência em Lisboa a acompanhar o regresso das pares europeias aos ganhos.
CTT, Nos e Galp devolvem ganhos à bolsa de Lisboa
Uma manhã maioritariamente negativa para a praça portuguesa deu lugar nos últimos minutos a ganhos ligeiros no principal índice nacional, que assim acompanha o movimento de regresso a valorizações nas demais praças europeias.

O PSI-20 ganha 0,20% para 5.290,92 pontos, naquela que é a segunda sessão consecutiva de avanços, suportada nas apreciações de títulos como os CTT, Nos e Galp.

Nove dos títulos têm prestação positiva, enquanto seis continuam com perdas. Navigator, Novabase e Altri estão inalteradas.

A empresa postal ganha 2,43% para 3,207 euros, enquanto a Corticeira Amorim acompanha de perto as valorizações (2,01% para 11,665 euros). A Galp avança 0,54% para 15,855 euros - a acompanhar as subidas do preço do petróleo, acima de 0,3% tanto em Londres como em Nova Iorque -, ao passo que a Nos soma 0,68% para 5,506 euros.

Ontem, num "research", os analistas do BPI admitiram que se a pressão sobre a Altice continuar a aumentar, a empresa terá de se focar no principal, e isso poderá fazer reduzir a sua atenção sobre o mercado nacional. A principal beneficiária será a Nos. Ainda assim, este não é o cenário central.

A REN ganha 1,32% para 2,506 euros no dia em que os papés negoceiam destacadas dos direitos de subscrição de novas acções no âmbito do aumento de capital de 250 milhões de euros lançado pela empresa. A Mota-Engil sobe 0,49% para 3.252 euros, depois de o CaixaBI ter revisto as suas estimativas para a construtora e estabelecido a avaliação da empresa para 2018, elevando o preço-alvo. Ainda assim, o potencial é de uma queda superior a 10%, o que justifica a recomendação de "reduzir".

As descidas são protagonizadas pelos títulos da EDP (descem 0,41% para 2,91 euros depois de uma redução da recomendação e do preço-alvo da eléctrica por parte do Morgan Stanley e após notícias de potencial interesse por parte da italiana Enel), ao passo que a Sonae desliza 0,49% para 1,015 euros. Ainda no retalho, mas com quedas marginais, está a Jerónimo Martins, que cede 0,06% para 15,965 euros.

No resto da Europa as acções regressaram igualmente a ganhos ao longo da manhã, depois de notícias que referem que o Banco Central Europeu está apostado numa transição muito suave da actual política ultra-expansionista, o que parece estar a satisfazer os investidores.

No radar dos accionistas está ainda o impasse na Alemanha, com um cenário provável de eleições antecipadas depois de Angela Merkel não ter conseguido viabilizar uma coligação que mantenha a CDU na liderança do governo germânico.



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