Bolsa Dados económicos animam Wall Street

Dados económicos animam Wall Street

As bolsas norte-americanas fecharam a semana em alta, a recuperar do maior movimento de vendas desde Maio, sustentadas pelo aumento das contratações nos EUA, o que reforça a confiança na economia do país e validando a intenção da Fed de continuar a subir gradualmente os juros.
Dados económicos animam Wall Street
Reuters

O Standard & Poor’s 500 encerrou a sessão desta sexta-feira a somar 0,64% para 2.424,15 pontos, a recuperar da queda de ontem (a mais expressiva desde 17 de Maio).

 

Também o Dow Jones fechou em terreno positivo, a subir 0,44% para 21.414,34 pontos.

 

O índice tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência e avançou 1,04% para se fixar nos 6.153,07 pontos.

 

Os bons dados relativos à criação de emprego nos EUA, em Junho, impulsionaram os ganhos das bolsas do outro lado do Atlântico – o que dá força à via de normalização dos juros pela Fed, que este ano já subiu a taxa directora por duas vezes e que deverá fazê-lo ainda uma outra vez até Dezembro.

 

Os dados divulgados esta manhã pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostram que no mês de Junho foram criados 222 mil novos postos de trabalho, uma evolução que superou por larga margem as estimativas dos analistas que antecipavam a criação de 178 mil empregos.

 

Ainda assim, apesar desta evolução positiva, a taxa de desemprego cresceu ligeiramente (uma décima) para os 4,4%, isto após em Maio ter recuado para o valor mais baixo em 16 anos.

Este dado acaba por dar então força à intenção da Reserva Federal americana de prosseguir a agenda de aumentos graduais da taxa de juro, que a instituição liderada por Janet Yellen faz depender de um conjunto de factores, em especial da evolução do emprego e da taxa de inflação.

Segundo a Reuters, os investidores americanos estão agora também especialmente atentos à evolução dos salários e dos gastos dos consumidores para aferir com maior precisão a probabilidade de uma nova subida dos custos do dinheiro ainda em 2017.

 

O mote dado na semana passada pelos bancos centrais das nações desenvolvidas relativamente à capacidade de as economias suportarem taxas de juro mais elevadas – e sinalizando que vão começar a retirar os seus estímulos, desde a Europa, até à Ásia, passando pelos Estados Unidos – tem sustentado sobretudo o sector financeiro devido à convicção de que uma subida dos juros aumentará os lucros da banca.

 

Na sessão de hoje, o sector tecnológico esteve entre os que registaram melhor desempenho, a corrigir assim das fortes quedas recentes. 




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