Análise Técnica DAX dá sinais de força

DAX dá sinais de força

Índice de Frankfurt mantém resistência sob ameaça e poderá renovar máximos do ano. Eur/Usd corrige após mínimos desde março, crude interrompe subida e ouro encontra suporte.
DAX dá sinais de força
O DAX (índice acionista de referência na Alemanha) tem atravessado um período de lateralização. Desde agosto, negoceia numa banda compreendida pelos 10200 e 10800 pontos, com esta última referência a sofrer na última semana mais uma investida. O índice estabeleceu novos máximos do ano, mas o movimento não teve seguimento, pelo que a quebra momentânea da resistência é insuficiente para invalidar para já o intervalo de consolidação.
Em todo o caso, a pressão corretiva em baixa não tem sido significativa nos últimos dias, sendo que apenas abaixo dos 10400 pontos ganharia maior relevância. Além disso, o DAX rompeu também em alta a trendline descendente, traçada desde maio, o que constitui mais um sinal de força e de reversão ao movimento principal de baixa. Este cenário positivo ganharia maior sustentação acima dos 10800 pontos, com resistência seguinte nos 11430 pontos.




Euro/Dólar renova mínimos desde março

O Eur/Usd renovou mínimos desde março, com a força do dólar a manter-se suportada na perspetiva de uma subida de taxas de juro da FED em dezembro. Na Europa, foram conhecidos dados económicos animadores, o que contribuiu para uma correção do par.
Tecnicamente, a quebra da zona de suporte dos $1.0950/60 é relevante em termos de médio prazo, com o par a colocar um fim ao cenário de mínimos relativos cada vez mais altos, que vigorava desde dezembro passado. Para o curto prazo, nos últimos dias o Eur/Usd tenta formar uma "base" a partir de $1.0850, sendo que a correção poderá prolongar-se até $1.0950/60 (suporte anterior). Contudo, apenas uma quebra em alta destes níveis devolve ao par um tom mais "neutral".




CRUDE - resistência dos $51.60 volta a travar subida

O crude interrompeu uma série de cinco subidas semanais consecutivas. O recuo das cotações deve-se sobretudo à crescente desconfiança por parte do mercado, de que em novembro seja oficializado um acordo para a estabilização dos níveis de produção.
O crude reagiu em baixa à rejeição na resistência dos $51.60, estando já a testar o suporte dos $49.00. O movimento principal de alta não está para já comprometido, mas uma eventual quebra daquela referência dará maior relevância ao movimento corretivo, abrindo espaço até ao suporte seguinte que se situa apenas nos $44.30. Um sinal de força surge agora apenas acima de $51.60, podendo nesse cenário o crude progredir até à zona de $54.00 (referência de julho de 2015).




OURO tenta correção em alta

Os preços do ouro oscilaram pouco na última semana. Por um lado, estiveram suportados pela sólida procura quer no físico, quer através de ETFs. Por outro, foram penalizados pela força do dólar e pela expectativa de subida de taxas em dezembro.
Tecnicamente, após um período negativo, voltou a surgir um sinal mais positivo. O ouro parece ter conseguido consolidar a sua posição acima do suporte dos $1250, estando a tentar formar a partir daí uma "base". Contudo, o cenário de curto prazo ainda é frágil, sendo que o viés de baixa apenas seria neutralizado com um regresso a níveis acima dos $1300/10. Do lado inferior, uma eventual quebra dos $1250 anularia a tentativa de recuperação em alta e deixaria o "metal precioso" vulnerável até $1200.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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