Obrigações DBRS: Nacionalização do NB pode ter impacto no “rating”, mas é prematuro avaliar implicações

DBRS: Nacionalização do NB pode ter impacto no “rating”, mas é prematuro avaliar implicações

A agência canadiana considera “prematuro” avaliar o impacto de uma eventual nacionalização do Novo Banco. Mas admite que seria uma decisão que poderia afectar o “rating” e traria “dificuldades”.
DBRS: Nacionalização do NB pode ter impacto no “rating”, mas é prematuro avaliar implicações
Rui Barroso 12 de janeiro de 2017 às 18:36

A DBRS admite que uma eventual nacionalização do Novo Banco, caso envolva perdas significativas, é um factor que poderia afectar o "rating" de Portugal, de acordo com uma resposta dada à SIC Notícias. E que seria um processo que traria "dificuldades" junto da Comissão Europeia e do BCE.

Contactada pelo Negócios, Adriana Alvarado referiu, numa declaração, que uma eventual nacionalização "poderia ser potencialmente sensível para o ‘rating’ se levasse a uma deterioração significativa do balanço financeiro do Estado ou a um aumento das responsabilidades contingentes para o soberano".

No entanto, a analista da DBRS considera que "o processo de venda do Novo Banco está em curso e que não foi feito nenhum comunicado oficial sobre a nacionalização do Novo Banco. Assim, não gostaríamos de especular". Acrescenta que "aparenta ser prematuro avaliar quaisquer implicações de uma potencial nacionalização na posição orçamental e no sector bancário".

Adriana Alavarado refere que "o que podemos dizer neste momento é que não seria um processo sem dificuldades, já que obrigaria à aprovação da Comissão Europeia e do BCE".

A agência canadiana é a única das quatro consideradas pelo BCE que atribuiu um "rating" de grau de investimento a Portugal, factor que segura as obrigações nacionais nas operações de política monetária do BCE, nomeadamente no programa alargado de compra de activos. Avalia Portugal um nível acima de grau especulativo.

A hipótese de uma nacionalização do Novo Banco foi admitida por Mário Centeno, numa entrevista ao DN e à TSF. O ministro das Finanças referiu que "nada está fora de questão quando se trata de garantir a estabilidade do sistema financeiro". 




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comentários mais recentes
Amilcar Alho 15.01.2017

Temos que agradecer à DBRS. É quem tem permitido que Portugal e os bancos portugueses continuem a financiar-se. Se não fosse esta agência a dívida tinha de ser obrigatoriamente reestruturada, de forma abrupta e não pensada.

pertinaz 12.01.2017

ANEDOTA

Anónimo 12.01.2017

Esta agência de rating chamada DBRS ainda é levada a sério pelos investidores? Esta coisa de dar um investment grade a um País falido com um montante de Dívida Pública de 241 mil milhões de euros sendo considerada a Quinta Maior Dívida do Mundo tem muito que se lhe diga.

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