Petróleo Declínio na produção de petróleo nos EUA deverá estar perto do fim

Declínio na produção de petróleo nos EUA deverá estar perto do fim

A previsão é do organismo governamental EIA, que espera que neste ano a produção de "ouro negro" nos EUA cresça 1,3% e reforce a subida em 2018. Uma maior eficiência operacional e a recuperação dos preços nos mercados internacionais suportarão o aumento de produção.
Declínio na produção de petróleo nos EUA deverá estar perto do fim
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 10 de janeiro de 2017 às 23:08

A Administração de Informação em Energia (AIE, organismo governamental norte-americano) espera que a produção de petróleo nos Estados Unidos aumente 1,3% no ano que vem, colocando um ponto final no declínio que se arrastava há cerca de dois anos, desde o início de 2015.

 

"O declínio generalizado na produção de crude nos EUA que começou há quase dois anos estará provavelmente no fim, à medida que os preços médios do petróleo aumentam e as melhorias de eficiência das perfurações dão um impulso," afirmou Adam Sieminski, administrador da EIA, citado pelo Financial Times.

Esta é uma revisão em alta das estimativas que anteriormente apontavam para uma nova queda - dessa vez de 0,9% - no ano que agora se inicia. Segundo o novo cenário, de crescimento, por dia os EUA passarão a produzir cerca de 9 milhões de barris de "ouro negro".

Para o próximo ano, o ritmo de crescimento na produção mais do que duplica o verificado este ano, passando para um aumento de 3,3% que levará à produção de 9,3 milhões de barris diariamente, estima a EIA.

A nova previsão surge poucos dias depois de se terem presumivelmente efectivado os cortes acordados no final do ano passado pelo cartel da OPEP e por mais uma dezena de países externos à organização, que contribuíram para elevar os preços acima da fasquia dos 50 dólares nas últimas semanas.

Esta terça-feira foi, contudo, o segundo dia consecutivo de quedas apreciáveis para os preços do barril de petróleo, tanto em Nova Iorque – onde o West Texas Intermediate recuou 2,19% para 51,96 dólares – como em Londres – onde a unidade Brent, padrão para as compras portuguesas, recuou 2,33% para 53,66 dólares.

Segundo a Reuters, os investidores avaliam se o compromisso obtido entre a OPEP e outros grandes produtores será efectivamente cumprido. Se a produção de países como a Arábia Saudita e de outros membros do cartel parece estar a reduzir-se, a agência noticiosa diz que não é certo que outros grandes produtores acompanhem este movimento.




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