Bolsa Desde 1980 que Wall Street não caía tantos dias seguidos

Desde 1980 que Wall Street não caía tantos dias seguidos

Há já nove dias consecutivos que as bolsas norte-americanas estão a encerrar no vermelho. A grande incógnita em torno dos resultados das eleições presidenciais de 8 de Novembro está a deixar os investidores mais cautelosos, ao mesmo tempo que a queda dos preços do petróleo pressiona fortemente os títulos da energia.
Desde 1980 que Wall Street não caía tantos dias seguidos
Reuters
Carla Pedro 04 de Novembro de 2016 às 20:20

O Standard & Poor’s 500 fechou a recuar 0,20% para 2.085,33 pontos, naquela que foi a nona queda seguida e que marca a mais longa série de perdas dos últimos 36 anos.

Já o índice industrial Dow Jones perdeu 0,24% para 17.888,28 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 0,24% para 5.046,37 pontos.

 

Com a aproximação das eleições presidenciais, na próxima terça-feira, a prudência dos investidores é cada vez maior, com a maioria a preferir manter-se afastada das acções. Perante a possibilidade de Donald Trump poder vencer, como chegaram a mostrar as sondagens no início da semana (a reflectir uma nova investigação do FBI aos emails de Hillary Clinton), o peso mexicano desceu fortemente face à principais moedas, o que arrastou também as praças do outro lado do Atlântico.

 

O peso mexicano é visto como um barómetro da percepção sobre as eleições norte-americanas e afunda quando Trump avança nas sondagens, já que o candidato republicano é contra a imigração.

Além disso, os dados económicos continuam no foco das atenções dos investidores, que procuram mais sinais sobre a saúde da economia dos EUA para tentarem perceber se a Fed subirá os juros ainda este ano.

 

Esta sexta-feira o Departamento norte-americano do Trabalho revelou que a taxa de desemprego desceu para 4,9% em Outubro, contra 5% em Setembro, além de terem sido criados mais 161.000 empregos, o que reitera a convicção de uma maior robustez económica no país.

 

Continua assim em aberto a possibilidade de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro directoras na reunião do próximo mês (que se realiza a 13 e 14 de Dezembro).

 

A pressionar os mercados accionistas dos EUA na sessão desta sexta-feira esteve sobretudo o sector energético, num dia em que os preços do petróleo continuaram a descer e marcaram a maior queda semanal desde a semana terminada a 15 de Janeiro. 

 

A valorização do sector farmacêutico, que chegou a dar um impulso positivo a Wall Street durante a tarde, ficou ofuscada também pelas perdas no sector financeiro, com especial destaque para a seguradora Willis Towers Watson, que afundou 5,6% depois de rever em baixa as estimativas para as receitas deste ano.



(notícia actualizada às 21:18)

 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Artur Ramos Peres Orlando 04.11.2016

Vai haver um novo subprime. É natural que a crise tb atinja os EUA. Toca a todos. Como vamos sair da crise é que já não sei. Não estou a ver como, mesmo.

Yaki Bima 04.11.2016

Ok

pub
pub
pub
pub