Deutsche Boerse segue para tribunal contra UE após rejeição da fusão com NYSE Euronext
16 Abril 2012, 10:09 por Andreia Major | amajor@negocios.pt
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A União Europeia rejeitou a fusão dos dois mercados bolsistas no início de Fevereiro. Dois meses depois, a Deutsche Boerse segue agora para tribunal com uma acção judicial contra a decisão. O chumbo ocorreu devido a receios relacionados com a concorrência, dado que a fusão iria criar a maior plataforma bolsista do mundo.
A Deutsche Boerse ergueu uma acção judicial contra a rejeição da União Europeia da sua fusão com a NYSE Euronext, de acordo com o jornal alemão “Berliner Morgenpost”, citado pela Bloomberg,

O jornal revela que as informações foram avançadas por fontes não identificadas da bolsa alemã.

Foi já no início de Fevereiro que a Comissão Europeia chumbou o projecto de fusão entre as duas bolsas, colocando um ponto final num negócio de nove mil milhões de euros.

A fusão iria criar a maior plataforma bolsista do mundo, reunindo os mercados da NYSE Euronext ( Nova Iorque, Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa) e da Deutsche Boerse (Bolsa de Frankfurt). A fusão iria ainda criar a maior plataforma de negociação de derivados através da junção entre a NYSE Euronext Liffe e a Eurex.

O negócio obrigou a meses de intensas negociações, com os dois grupos a tentarem convencer a direcção-geral da Concorrência em Bruxelas das virtudes da fusão e de que a união do negócio de derivados da NYSE LIFFE e da Eurex não criava um monopólio.

Porém, os argumentos não convenceram o comissário europeu da Concorrência, Joaquín Almunia, que considerou inaceitável que o novo grupo reunisse mais de 90% do negócio de derivados (contratos sobre acções, taxas de juro, matérias-primas, entre outros) na Europa.

A NYSE Euronext e a Deutsche Boerse contestaram na altura a decisão, dizendo que só 20% deste tipo de transacções passa pelas bolsas, sendo o restante intermediado pelos bancos, e que isso devia ter sido levado em conta na análise.

A decisão de Bruxelas surgiu após os Estados Unidos terem aprovado em Dezembro a fusão da NYSE Euronext e da Deutsche Boerse no valor de 9 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros). O país norte-americano apenas impôs a condição da bolsa de valores alemã vender a sua participação de 31,5% na Direct Edge Holdings, para preservar a concorrência entre as bolsas de valores.

No entanto, as duas empresas não conseguiram convencer os delegados da Comissão Europeia nem afastar as preocupações relacionadas com a concorrência, o que levou ao chumbo da fusão pela União Europeia e que está agora a motivar a acção judicial contra a decisão da Comissão.
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