Investidor Privado Diversificar com uma carteira de fundos

Diversificar com uma carteira de fundos

Uma carteira de fundos pode reduzir o risco do investimento, através de uma maior diversificação da poupança.
Diversificar com uma carteira de fundos
Patrícia Abreu 31 de outubro de 2017 às 11:45
Diversificação. É uma das velhas máximas do investimento e que nunca fica desactualizada. Uma das formas de garantir que mantém um portefólio variado por classes de activos e regiões é através de uma carteira de fundos. Uma solução que não se adequa, porém, a todas as carteiras.

Uma das formas de reduzir o risco do investimento é evitar colocar "todos os ovos no mesmo cesto". E é precisamente esse o objectivo das carteiras de fundos. Dependendo do perfil de risco de cada investidor - conservador, moderado ou agressivo - pode construir-se um portefólio, no qual o capital está aplicado em vários fundos, que garantem exposição a várias classes de activos. "Em função do perfil de cada um, a carteira de fundos poderá ter uma maior ou menor componente das duas principais classes de activos, obrigações e acções", explica Rui Olo, responsável pela direcção de marketing por produtos e investimentos do ActivoBank.

Mas a poupança através de fundos de investimento, à excepção dos fundos de tesouraria, destina-se apenas a investidores com objectivos de longo prazo. Para quem tiver necessidades de liquidez de curto prazo, a aplicação deverá privilegiar fundos de curto prazo ou depósitos. Pelo contrário, em montantes que não serão utilizados num período de três a cinco anos, os fundos são uma alternativa interessante.

"Objectivos de longo prazo podem e devem ser atingidos através de soluções como os fundos de investimento. No entanto, o perfil de risco dos clientes é importante, porque quem fica sem sono à noite porque os seus investimentos não têm capital garantido, então, independentemente do objectivo, deverá sempre optar por soluções de capital garantido", alerta Rui Olo.


500
Investimento
Os fundos exigem um investimento mínimo que começa, regra geral, em 500 euros.


Para investidores menos avessos ao risco, as carteiras de fundos devem seguir uma lógica de diversificação. Ou seja, de nada vale ter cinco fundos que invistam na Europa, ou só em acções. Deverá cruzar, por exemplo, um fundo de acções europeias, outro de obrigações, multiactivos ou rendimento. O seu banco de investimento poderá ajudá-lo na constituição da carteira.

Em termos de investimento, cada fundo tem um montante mínimo de investimento, que varia de gestora para gestora, mas que deverá superar os 500 euros. Logo, esta solução apenas será compensadora para quem possua um capital de investimento superior. "Para montantes mais elevados pode existir a necessidade de ter uma carteira mais completa, incluindo também fundos sectoriais ou geográficos que possam servir para acrescentar valor à componente estratégica da carteira", explica Rui Olo.

Segundo o mesmo especialista, os investidores poderão, porém, encontrar a diversificação desejada num fundo de investimento. "Normalmente os fundos estratégicos servem bem este propósito por apresentarem um elevado grau de diversificação, seja pelo número de valores mobiliários em que investe, seja pelas diferentes classes de activos que incorporam", remata.

O investidor deve escolher dentro das várias soluções "aquela que oferece o maior conforto face à maior ou menor aversão ao risco do aforrador", diz Rui Olo. E alerta: "No mundo dos investimentos a paciência e a resiliência são uma virtude, é sempre preciso dar tempo ao tempo para sustentar os retornos esperados." 





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