Mercados Do primeiro ao maior esquema Ponzi. Conheça cinco casos

Do primeiro ao maior esquema Ponzi. Conheça cinco casos

A China está a investigar uma fraude financeira em torno de um site de empréstimos entre particulares, que operava em esquema Ponzi. Conheça outros casos destes esquemas que lesaram milhares de pessoas.
Do primeiro ao maior esquema Ponzi. Conheça cinco casos
Vera Ramalhete 01 de fevereiro de 2016 às 18:00

As autoridades chinesas detiveram 20 pessoas envolvidos num alegado esquema Ponzi, que decorria numa plataforma online de empréstimos entre particulares, a Ezubo. Um esquema Ponzi é uma prática fraudulenta, em que são prometidos rendimentos garantidos elevados em troca de um investimento. Os juros são pagos com o dinheiro obtido com a entrada de novas participantes ou com novos investimentos dos membros que já integram a pirâmide. Ascendendo a 50 mil milhões de yuans (7 mil milhões de euros), este será um dos maiores esquemas de sempre, igualando o caso de Stanford. Conheça outros casos de fraudes financeiras.


Madoff geriu o maior esquema Ponzi

Bernard Madoff protagonizou o maior esquema Ponzi na história, a partir de Wall Street. Movimentou pelo menos 17,3 mil milhões de dólares, com investimentos com retornos garantidos sem relação com o desempenho do mercado, que apesar de motivarem várias queixas ao regulador norte-americano, apenas colapsaram em 2008. Madoff está a cumprir uma pena de 150 de prisão, após ter-se declarado culpado, em 2009. O processo estima um valor de 65 mil milhões de dólares em perdas para os lesados.

Esquema na China entra na lista dos maiores

A plataforma de empréstimos online chinesa Ezubo poderá ser um dos maiores esquemas Ponzi da história. A agência noticiosa chinesa revelou, esta segunda-feira, 1 de Fevereiro, que as autoridades detiveram 21 pessoas envolvidas na empresa. O esquema liderado por Ding Ning terá lesado 900 mil investidores em mais de 50 mil milhões de yuans (7 mil milhões de euros), prometendo rendimentos anuais de 15%, que eram pagos utilizando o dinheiro dos novos participantes.

Os certificados "seguros" de Stanford

O caso na China supera o esquema de Allen Stanford, cuja fraude ascendeu a sete mil milhões de dólares. O presidente do Stanford Financial Group geria um esquema fraudulento de venda de certificados de depósito, através do seu banco em Antigua, nas Antilhas. Um dos homens mais ricos do mundo, segundo a Forbes, atraiu os investidores com a promessa de juros altos num investimento supostamente com riscos baixos. Foi considerado culpado de fraude de sete mil milhões de dólares e condenado a 110 anos de prisão.

Dona Branca é o caso mais conhecido em Portugal

Em Portugal, o esquema Ponzi mais conhecido é o da Dona Branca. Maria Branca dos Santos prometia rendimentos mensais de 10% a quem lhe entregasse as poupanças. Juros muito superiores aos oferecidos no sistema bancário, que motivaram a alcunha de "Banqueira do Povo". No final da década de 1980, depois de começar a deixar de cumprir os pagamentos, foi condenada a 10 anos de prisão por burla agravada.

Esquema com selos dá origem ao nome

O nome esquema Ponzi vem de Carlos Ponzi, ou Charles Ponzi, que prometia aos clientes, nos anos 1920, nos EUA, duplicar o investimento em três meses através de um negócio de venda de selos postais. Na verdade, Ponzi pagava aos investidores mais antigos utilizando o "investimento" dos novos clientes. Não foi o primeiro esquema deste género, mas pela sua dimensão, Ponzi baptizou este tipo de fraude. Mais recentemente, a Afinsa, criada pelo português Albertino de Figueiredo, foi também acusada de operar um esquema Ponzi em torno da venda de selos, que terá lesado milhares de investidores em Portugal. A nível global o impacto foi estimado em 1.800 milhões de euros.


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comentários mais recentes
Anónimo 16.01.2017

Sabe como funciona o sistema financeiro Bancário? Porque está na Falência o Deutch Bank e tantos outros pelo mundo fora?
Especulação, pura Especulação até ao estoiro... já não falta muito!

Anónimo 01.02.2016

Este madoff e exactamente o salgado capela em ponto maior.

. 01.02.2016

.

PARA QUE SERVE O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES ? 01.02.2016

Sra. PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA, ponha os olhos neste exemplo do criminoso MADOFF, com um "buraco" de 65.000 Milhões de dólares, cujo processo o PGR e o MP dos EUA resolveram, em 6 meses, com pena de 150 anos de prisão EFECTIVA.
Não lhe pesa a consciência tantos criminosos à solta, sra. PGR ?

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