Mercados Documento final da CPLP deverá apostar na livre circulação de pessoas

Documento final da CPLP deverá apostar na livre circulação de pessoas

A Nova Visão Estratégica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a aprovar na cimeira de Brasília, deverá apostar na livre circulação de pessoas, bens e serviços e numa maior participação dos países observadores associados.
Documento final da CPLP deverá apostar na livre circulação de pessoas
Reuters
Lusa 30 de Outubro de 2016 às 18:43

O representante permanente de Timor-Leste junto da organização, Antonito de Araújo, disse este domingo à agência Lusa que o documento final define "como vai ser a comunidade daqui a dez anos", até 2026, e deverá incluir a questão da "mobilidade de pessoas, bens e serviços" e "o aspecto económico".

 

O representante timorense junto da CPLP dava conta dos resultados da reunião do Comité de Coordenação Permanente (CCP), no sábado, avançando alguns pontos da Nova Visão Estratégica.

 

Porém, frisou, o documento ainda está sujeito à aprovação no encontro dos chefes das diplomacias dos nove países na segunda-feira e, posteriormente, na cimeira dos chefes de Estado e de Governo, que começa no mesmo dia em Brasília.

 

Quanto ao reforço da ligação com os países observadores associados que deverá constar no documento, o embaixador avançou que os Estados-membros querem "integrá-los melhor e bem na comunidade", acrescentando que "é sempre bom defender o alargamento da comunidade".

 

Na cimeira de segunda e terça-feira, deverá ser aprovada a entrada de cinco novos observadores associados - República Checa, Eslováquia, Hungria, Costa do Marfim e Uruguai -, que se juntam à ilha Maurícia, Namíbia, Senegal, Turquia, Japão e Geórgia.

 

Quanto à situação da Guiné Equatorial, que em Julho cumpriu dois anos como membro efectivo da CPLP, há três pontos em cima da mesa: a ratificação dos estatutos da CPLP, cujo documento de ratificação foi entregue no sábado, a questão do ensino de português e a abolição da pena de morte.

 

Quanto à moratória da pena de morte na Guiné Equatorial, a Declaração de Brasília falará no respeito pelos trâmites legais no país, disse o embaixador, respondendo, quando questionado sobre se a CPLP não irá pressionar o país para abolir a pena de morte: "Vamos dar tempo e respeitar também o funcionamento de um Estado-membro".

 

Na Declaração de Brasília, também deve constar uma posição sobre a situação política Guiné-Bissau, onde foi alcançado um acordo para nomear um primeiro-ministro de consenso, afirmou o diplomata, recusando-se a avançar mais dados e a confirmar se há falta de consenso entre os países neste ponto.

 

A proposta da presidência timorense da CPLP, que agora termina dando lugar à brasileira, de institucionalizar o Fórum Económico Global, realizado pela primeira vez em Díli, Timor-Leste, com centenas de empresários de 25 países, contou com "uma certa reserva" do Brasil, pelo que foi decidido apenas realizá-lo de dois em dois anos, adiantou.

 

Timor-Leste também avançou que, na reunião do CCP, conseguiu o "apoio" dos restantes Estados-membros para incluir "o problema entre Timor e Austrália" quanto à delimitação das fronteiras marítimas na Declaração de Brasília e numa declaração específica sobre o mesmo assunto.

 

O problema levou o país lusófono a iniciar um Procedimento de Conciliação Obrigatória (PCO) a nível internacional contra a Austrália.

 

Após a aprovação os Planos de Acção de Brasília (PAB) e de Lisboa (PALis), em 2010 e em 2013, que definem as estratégias globais para a promoção e difusão da língua portuguesa, o Plano de Acção de Díli não vai ser aprovado na cimeira de Brasília, "perante a reserva de alguns Estados-membros, pelo atraso dos documentos", disse.

 

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. 




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado jmsm2 Há 1 semana

Este bandido, esquece-se, que o País não é uma coutada, para diversão dos seus "amigos". Se sem liberdade de circulação, já cá vem parar todo o lixo que mais ninguém quer, sem controlo, será o caos, e o paraíso para os parasitas.

comentários mais recentes
Ricardo Há 1 semana

A CPLP é uma comunidade pobre, muito diferente da Comunidade Britânica de Nações, que tem países ricos como a Grã-Bretana, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Anónimo Há 1 semana

A CPLP é uma comunidade pobre, incluindo Portugal, é diferente da Comunidade Britânica de Nações, onde há potênciais como a Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Rogerio Fernandes Há 1 semana

Como pode este homem por em marcha este plano Maquiavélico??
Fazia parte do programa de governo do PS apresentado ao povo Português nas eleições que o PS perdeu nas urnas??
Como pode o Presidente da Republica apoiar este plano que não foi anunciado ao povo???
Esta é a nossa grande Democracia !!!!

Eu Há 1 semana

Se concorda das duas uma, ou é empresário que está dependente de mão de obre barata ou tem interesse nos mercados angolanos ou brasileiro. Pode acontecer também o caso de nem sequer ser portugues.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub