Bolsa Dow Jones acima dos 19.000 pontos em novo dia de recordes

Dow Jones acima dos 19.000 pontos em novo dia de recordes

As bolsas norte-americanas mantiveram-se em alta, a renovarem máximos históricos, com os investidores a virarem-se para activos de maior risco dada a convicção de que o crescimento vai acelerar nos EUA.
Dow Jones acima dos 19.000 pontos em novo dia de recordes
Bloomberg
Carla Pedro 22 de Novembro de 2016 às 21:21

Na segunda-feira, 21 de Novembro, quatro dos seus principais índices bolsistas norte-americanos atingiram recordes, o que não acontecia em simultâneo há já 17 anos. Esta terça-feira, a tendência manteve-se.

 

O índice industrial Dow Jones atingiu – e superou – o patamar psicológico dos 19.000 pontos pela primeira vez na sua história, tendo encerrado a somar 0,35% para 19.023,87 pontos depois de ter chegado a atingir os 19.043,90 pontos durante a sessão.

 

Já o Standard & Poor’s 500 encerrou a ganhar 0,20% para 2.202,91 pontos, tendo na negociação intradiária estabelecido o seu mais alto valor de sempre, nos 2.204,80 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite terminou no verde, a avançar 0,33% para 5.386,35 pontos, depois de a meio da sessão se fixar nos 5.392,26 pontos – um novo recorde.

 
Banca e small caps em destaque

A juntar-se ao trio de Wall Street esteve, tal como ontem, um outro importante índice bolsista norte-americano: o Russell 2000 – que marcou a 13ª sessão consecutiva de ganhos (com uma valorização acumulada de 15%), a sua mais longa série de subidas desde 2003.

 

Os investidores estão convictos de que as políticas da Administração Trump irão incentivar o crescimento económico, o que tem animado sectores que são percepcionados como os maiores beneficiários desse cenário, sustentando fortemente os títulos industriais, farmacêuticos e bancários

 

Os bancos e as farmacêuticas estão a beneficiar da expectativa de que o novo presidente norte-americano e o Congresso – controlado pelos republicanos – revertam alguns dos regulamentos mais pesados para estes sectores. Ontem, Trump já veio dizer, quando apresentou o seu programa para os primeiros 100 dias na Casa Branca, que vai reduzir as regulações corporativas.

 

O sector financeiro tem estado assim em forte destaque, pela positiva, e a Macquarie Research sublinhava hoje - numa nota de análise citada pela Bloomberg – que os bancos norte-americanos poderão não voltar a estar baratos.

 

E exemplifica: desde a eleição de Donald Trump para novo presidente dos EUA, o S&P 500 já ganhou 2,8%, ao passo que os Super Regionais – nome dado aos bancos de média dimensão em vários Estados norte-americanos – acumulam uma subida de 14,%. O Índice Regional KBW Nasdaq para a Banca, por seu lado, dispara 18,4% desde então.

 

Em evidência pela positiva têm estado também as ‘small caps’ (empresas de baixa capitalização), que estão a caminho da mais longa série de ganhos dos últimos 20 anos, numa altura em que os investidores se aventuram a apostar em títulos de maior risco.

 

O sector industrial continua igualmente em alta, já que nos planos de Trump está o aumento da despesa pública em infra-estruturas. Por arrasto, também as matérias-primas ligadas a materiais usados na construção estão a ganhar terreno. Na sessão de hoje, os metais industriais foram dos que mais impulsionaram a tendência altista, dada a expectativa de um aumento da procura por parte dos EUA.

 

Os investidores estão cada vez mais convictos de que a Reserva Federal norte-americana irá aumentar os juros directores já na reunião de Dezembro – as probabilidades médias apontadas pelos analistas são de 100%, contra 80% antes das eleições presidenciais e contra 96% ontem – o que animará ainda mais a banca.

 




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