Bolsa Dow Jones atinge máximos pela quarta sessão

Dow Jones atinge máximos pela quarta sessão

Depois do feriado comemorativo do dia de Acção de Graças, as bolsas norte-americanas voltaram à negociação em alta, tocando novos máximos históricos.
Dow Jones atinge máximos pela quarta sessão
Reuters
Rita Faria 25 de Novembro de 2016 às 14:46

Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta sexta-feira, 25 de Novembro, depois de terem estado encerrados ontem, devido à comemoração do dia de Acção de Graças, nos Estados Unidos. A sessão de hoje será mais curta, com as bolsas norte-americanas a fecharem às 13:00 de Nova Iorque (18:00 de Lisboa).

 

O índice industrial Dow Jones ganha 0,28% para 19.136,59 pontos - um novo máximo histórico - enquanto o tecnológico Nasdaq avança 0,10% para 5.385,891 pontos. O S&P500 também marca um novo recorde, com uma subida de 0,2% para 2.205,25 pontos.

 

Esta é a quarta sessão consecutiva em que o Dow Jones atinge novos máximos históricos, numa altura em que o mercado está a ser animado pelas perspectivas de que a política Trump vai acelerar a inflação e o crescimento. Indicadores mais positivos do que o esperado, na quarta-feira, também contribuíram para os ganhos.

 

"A história por detrás da subida dos mercados é bastante convincente", afirma Daniel Murray, director de research da EFG Asset Management, em Londres. "As expectativas são que as políticas de Trump vão ser favoráveis ao crescimento. Os dados sobre a economia dos Estados Unidos também têm sido robustos. Hoje, não se espera que nada de especial aconteça, já que é o dia depois do Thanskgiving".

 

Na quarta-feira, foram ainda reveladas as minutas da última reunião da Fed, que apontam para uma subida dos juros brevemente. Os responsáveis da Reserva Federal norte-americana consideram que há solidez económica suficiente para subir as taxas de juro, havendo quem defenda um aumento já na reunião do próximo mês.

 

Com efeito, as minutas da reunião da Fed de 1 e 2 de Novembro revelam que o Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) vê sinais de retoma económica nos Estados Unidos suficientes para se manter a via da subida dos juros iniciada em Dezembro do ano passado após cerca de uma década sem serem aumentados.

 

"Alguns intervenientes sublinharam que as recentes comunicações do Comité são consistentes com um aumento da taxa directora no curto prazo e outros defenderam que, para se manter a credibilidade, esse aumento deverá ocorrer já na próxima reunião da Fed", revelou na quarta-feira a autoridade monetária do país na divulgação das suas minutas.

 

Na próxima semana, os investidores vão estar atentos aos dados do PIB e do emprego, para avaliarem a robustez da maior economia do mundo.

 

Ainda assim, o mercado já dá como certa a subida dos juros em Dezembro, com os analistas a apontarem para uma probabilidade de 100%, o que compara com 68% no início de Novembro.

 




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