Bolsa Dow Jones e S&P 500 disparam para novos recordes

Dow Jones e S&P 500 disparam para novos recordes

Em terreno nunca antes explorado. Foi assim que terminou a negociação desta sexta-feira para dois dos principais índices de Wall Street: o Dow Jones e o Standard & Poor’s 500. O facto de a inflação não ter descido e os resultados da banca animaram o dia.
Dow Jones e S&P 500 disparam para novos recordes
Reuters
Carla Pedro 14 de julho de 2017 às 21:22

O Dow Jones fechou a somar 0,39% para fechar a marcar um recorde de fecho, nos 21.637,74 pontos, depois de a meio da sessão ter marcado um novo máximo de sempre ao tocar nos 21.681,53 pontos.

 

Também o Standard & Poor’s 500 chegou aos píncaros da sua história, ao ser catapultado na negociação intradiária para os 2.463,54 pontos. E encerrou o dia a marcar também um recorde de fecho, nos 2.459,27 pontos – a ganhar 0,50%.

 

Também o índice tecnológico Nasdaq Composite esteve em alta, tendo terminado a jornada a valorizar 0,61% para 6.312,46 pontos.

 

Além das recentes declarações sobre a política monetária dos EUA, feitas pela presidente da Fed, Janet Yellen, também os dados da inflação, hoje divulgados, estimularam os investidores.

 

O índice de preços no consumidor manteve-se inalterado em Junho, depois de uma queda de 0,1% no mês precedente.

 

Face a um ano antes, os preços em Junho estão em alta de 1,6% (as estimativas apontavam para 1,7%) – naquele que é o mais pequeno avanço desde Outubro de 2016 –, depois de terem aumentado 1,9%, em termos anualizados, em Maio.

 

O índice de preços no consumidor tem vindo a aligeirar, em termos anuais, desde Fevereiro – mês em que atingiu 2,7%.

 

Na quarta-feira, Yellen disse perante o Senado que o banco central não terá pressa de subir os juros enquanto a inflação se mantiver abaixo da meta pretendida, que é de 2%. A presidente da Reserva Federal disse também que a lentidão na subida dos preços ao consumidor tem causas estruturais.

 

Hoje, com a inflação inalterada e com as vendas a retalho (também relativas a Junho) a caírem pelo segundo mês consecutivo, diminuíram as perspectivas de um terceiro aumento dos juros por parte da Fed este ano.

 

Também os resultados hoje divulgados por alguns grandes bancos norte-americanos estiveram a animar o sentimento dos mercados do outro lado do Atlântico, com o sector financeiro a dar gás à negociação.

 

O JPMorgan Chase, o Citigroup e o Wells Fargo foram os bancos que deram o pontapé de saída no reporte dos resultados do segundo trimestre nos EUA e as contas agradaram aos investidores, ao ficarem grandemente em linha com o esperado.

 




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