Bolsa Dow Jones em máximos com crescimento do PIB e optimismo sobre reforma fiscal

Dow Jones em máximos com crescimento do PIB e optimismo sobre reforma fiscal

O maior avanço trimestral da economia americana em três anos e o maior optimismo sobre a reforma fiscal estão a impulsionar o Dow Jones, que já atingiu um novo recorde de sempre, e o S&P 500 que transacciona próximo de máximos.
Dow Jones em máximos com crescimento do PIB e optimismo sobre reforma fiscal
Reuters
David Santiago 29 de novembro de 2017 às 14:39

O Dow Jones abriu a sessão desta quarta-feira, 29 de Novembro, a somar 0,31% para 23.910,14 pontos, com o índice industrial a ter já tocado nos 23.917,49, o que representa um novo máximo de sempre. Também em alta, o Standard & Poor’s 500 começou o dia a apreciar 0,98% para 2.627,04 pontos. Em sentido inverso, o tecnológico Nasdaq Composite abriu a sessão a recuar ligeiros 0,08% para 6.906,742 pontos. Esta terça-feira, os três índices tocaram em máximos de sempre.

A apoiar o optimismo em Wall Street está a segunda leitura ao desempenho da economia americana no terceiro trimestre que foi esta manhã divulgada pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

 

Entre Julho e Setembro o PIB americano avançou 3,3%, o ritmo mais rápido em três anos e que representa uma melhoria face ao trimestre anterior em que a economia americana tinha crescido 3,1%.

 

Por outro lado, também a animar os investidores americanos está o maior optimismo relativamente às possibilidades de aprovação, no Congresso, da reforma fiscal há muito prometida pela administração liderada pelo presidente Donald Trump. 

Ontem, o Comité Orçamental do Senado aprovou a versão de reforma fiscal proposta pelos senadores do Partido Republicano, abrindo caminho à votação do documento pela câmara alta do Congresso dos Estados Unidos. Tudo aponta para que o Senado vote a reforma fiscal na próxima quinta-feira, contudo há ainda senadores republicanos que mostram reticências em relação ao documento, em especial devido ao reforço do défice orçamental decorrente da previsão de menor receita arrecadada devido ao corte de impostos. 

Já a impedir um maior optimismo em Wall Street está o mais recente lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte, num momento em que cresce a preocupação sobre a capacidade norte-coreana para atingir os Estados Unidos. 

Os investidores pesam também as declarações ontem feitas por Jerome Powell na audição de confirmação que foi ontem realizada no Senado. O sucessor, a partir de Fevereiro, de Janet Yellen na liderança da Reserva Federal dos Estados Unidos defendeu haver condições para um novo aumento dos juros no país já em Dezembro, que a acontecer será o terceiro decretado pelo banco central em 2017. Powell também defendeu a possibilidade de relaxamento da regulação sobre o sistema financeiro, um sector cujas regras foram apertadas pela administração Obama na sequência da falência do Lehman Brothers. 

Entre as principais subidas de cotadas neste início de dia conta-se a Allergan que soma 3,15% para 177,38 dólares, isto depois de o Morgan Stanley ter elevado a recomendação atribuída à cotada de "equal-weight" para "overweight".

(Notícia actualizada às 14:54)




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub