Bolsa Dow Jones fixa novo máximo histórico mas Fed esfria sector tecnológico

Dow Jones fixa novo máximo histórico mas Fed esfria sector tecnológico

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno misto na sessão desta quarta-feira, com o Dow Jones a marcar um novo máximo de sempre mas o S&P 500 e o Nasdaq a recuarem.
Dow Jones fixa novo máximo histórico mas Fed esfria sector tecnológico
Reuters

O Dow Jones fechou esta quarta-feira a somar 0,22% para 21.374,97 pontos, tendo perto do final da jornada chegado a tocar num novo máximo de sempre, nos 21.391,97 pontos.

 

Em contrapartida, o Standard & Poor’s 500 e o Nasdaq encerraram no vermelho, depois de terem chegado a negociar em terreno positivo. Na sexta-feira passada, dia 9 de Junho, ambos os índices estabeleceram novos máximos históricos.

 

O S&P 500 terminou a ceder 0,10% para 2.437,92 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite resvalou 0,41% para 6.194,89 pontos.

 

Tal como se esperava, a Reserva Federal (Fed) norte-americana anunciou hoje uma subida de 25 pontos base da sua taxa de juro directora, para um intervalo entre 1% e 1,25%, naquele que foi o terceiro aumento desde Dezembro de 2015

 

Além do comunicado sobre a decisão das taxas de juro, o Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) da Fed emitiu uma outra nota a explicitar as linhas orientadoras para a redução do reinvestimento de activos que foram adquiridos nos antigos programas de compras. E revelou ao mercado que pretende começar a introduzir um limite ao montante a reinvestir (de 6.000 milhões de dólares por mês em títulos do Tesouro e de 4.000 milhões de dólares por mês em títulos hipotecários).

 

Esses limites irão sendo aumentados trimestralmente até um máximo de 30.000 milhões de dólares em obrigações do tesouro americanas e de 20.000 milhões de dólares em títulos hipotecários. 

 

Os investidores estavam à espera da decisão da Fed, mas também das declarações da sua presidente, Janet Yellen. E os comentários de Yellen sobre a inflação provocaram reacções cautelosas nalguns sectores.

 

Um caso flagrante foi o do sector tecnológico, que liderou as perdas depois de Yellen reiterar a intenção da Fed de continuar a subir os juros à medida que os dados económicos forem melhorando – mesmo que a inflação fique aquém das expectativas.

 

Em destaque pela negativa na sessão bolsista de hoje estiveram também os títulos da energia, pressionados pela queda dos preços do petróleo – que seguem a recuar mais de 3% em Londres e Nova Iorque.


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