Bolsa Dow Jones sobe e renova máximo histórico

Dow Jones sobe e renova máximo histórico

As bolsas dos EUA estão a registar fortes subidas, numa altura em que os receios em torno de Itália, após a vitória do "não" no referendo, parecem limitados. O Dow já renovou mesmo o máximo histórico, com os investidores a reflectirem o indicador económico que aponta para um crescimento dos EUA robusto.
Dow Jones sobe e renova máximo histórico
Sara Antunes 05 de Dezembro de 2016 às 14:37
O Dow Jones sobe 0,53% para 19.271,63 pontos, atingindo um novo máximo histórico, e o Nasdaq cresce 1,09% para 5.312,762 pontos. Já o S&P500 avança 0,58% para 2.204,66 pontos.

As bolsas dos EUA seguem assim a mesma tendência das congéneres europeias, que estão a subir, depois de um arranque em queda. O início da sessão foi pressionado pelo resultado do referendo à alteração da Constituição, que ditou a vitória do "não" e a consequente saída do primeiro-ministro, Matteo Renzi. Os analistas contactados pelo Negócios acreditam que a reacção positiva do mercado ao referendo italiano deve-se às expectativas em torno da acção do BCE. Além disso, o resultado já era antecipado.

Os investidores aguardavam pela divulgação de um indicador sobre o sector dos serviços. O indicador de actividade dos serviços cresceu ao ritmo mais rápido desde Outubro do ano passado, em Outubro. O que aponta para que este sector, que representa 70% da economia dos EUA, esteja a registar um crescimento robusto.

 

O indicador ISM aumentou, em Novembro, para 57,2 pontos, superando as estimativas de todos os analistas, cuja média de previsões apontava para 55,5 pontos. Em Outubro, o indicador tinha crescido para 54,8 pontos. 


Este foi assim mais um sinal de que a economia americana está a crescer de forma sustentada, numa altura em que se espera que a Reserva Federal (Fed) dos EUA suba as taxas de juro no país já na reunião de Dezembro (dias 13 e 14).

A subida das acções é generalizada. A Alcoa avança mais de 1,5% para 29,48 dólares. Na banca, o Citi e o Bank of America crescem mais de 2%.

(Notícia actualizada às 15:10 com informação actualizada)



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