Bolsa Dow Jones supera os 26 mil pontos pela primeira vez

Dow Jones supera os 26 mil pontos pela primeira vez

As principais praças norte-americanas arrancaram a sessão em terreno positivo, numa altura em que prossegue a época de apresentação de resultados das cotadas norte-americanas. O índice industrial Dow Jones supera pela primeira vez os 26 mil pontos.
Dow Jones supera os 26 mil pontos pela primeira vez
Reuters
Ana Laranjeiro 16 de janeiro de 2018 às 14:35

Na primeira sessão de uma semana que é mais curta (ontem foi feriado nos Estados Unidos), as principais praças norte-americanas arrancaram a sessão em alta. O índice Dow Jones alcançou inclusivamente um marco nunca antes alcançado: os 26 mil pontos.

O Dow Jones sobe 0,76% para 25.999,36 pontos, tendo chegado a subir 0,81% para os 26.012,20 pontos. O Nasdaq sobe 0,63% para 7.307,016 pontos. E o S&P500 avança 0,56% para 2.801,74 pontos.

O Citigroup comunicou esta terça-feira ao mercado que, no quarto trimestre do ano passado, registou um prejuízo de 18,3 mil milhões de dólares, ou 7,5 dólares por acção, e receitas de 17,3 mil milhões de dólares. Em termos anuais, o banco fechou 2017 com prejuízos de 6,2 mil milhões de dólares, algo que não acontecia ao banco norte-americano desde 2009. O resultado negativo, que compara com os lucros de 14,9 mil milhões de dólares registados em 2016, deve-se essencialmente ao encargo extraordinário de 22 mil milhões de dólares relacionado com a reforma fiscal da administração Trump.

As acções do Citigroup avançam 1,76% para 78,195 dólares, porque, excluindo o encargo extraordinário, os resultados superaram as estimativas dos analistas.

Outras instituições financeiras como o Bank of America, Goldman Sachs, Morgan Stanley e American Express apresentam ao longo desta semana os seus números. Por esta altura, os títulos do Goldman Sachs crescem 1,04% para 259,71 dólares e o Bank of America sobe 1,52% para 31,665 dólares.

As expectativas em torno dos resultados trimestrais fortes, bem como um crescimento económico sólido, alimentaram a evolução das bolsas norte-americanas no arranque de 2018.

"Os EUA não estão apenas a sair de um trimestre forte, mas as novas medidas de reforma fiscal continuam a dar um impulso, com os investidores a quererem ouvir mais sobre o impacto que isto vai ter nos ganhos futuros", disse Craig Erlam da Oanda, à Reuters.


(Notícia actualizada às 14:49)