Bolsa Dow Jones valoriza há oito sessões. E em sete delas marcou recordes

Dow Jones valoriza há oito sessões. E em sete delas marcou recordes

As bolsas norte-americanas registaram um comportamento misto esta quinta-feira. O S&P 500 e o Nasdaq cederam ligeiramente, mas o Dow Jones continua a escalar posições em território nunca antes explorado.
Dow Jones valoriza há oito sessões. E em sete delas marcou recordes
Reuters
Carla Pedro 16 de fevereiro de 2017 às 21:42

O índice industrial Dow Jones encerrou a somar 0,04% para 20.620,04 pontos, estabelecendo assim um novo máximo de fecho. Na negociação intradiária marcou um novo máximo de sempre, nos 20.639,87 pontos – naquela que foi a sétima sessão consecutiva de recordes (e a oitava a subir).

 

Em contrapartida, o Standard & Poor’s 500 recuou ligeiramente, ao ceder 0,09% para 2.347,22 pontos, depois de ontem ter atingido o valor mais elevado de sempre, nos 2.351,30 pontos – tendo sido a quinta jornada de recordes consecutivos, constituindo assim a mais longa série de ganhos desde 2013.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite fechou a negociar no vermelho, mas igualmente com um recuo pouco expressivo. O índice resvalou 0,08% para 5.814,90 pontos, após alcançar na sessão de quarta-feira um novo recorde, nos 5.821,95 pontos.

 

Na sessão desta quinta-feira, os títulos ligados às telecomunicações e "utilities" (água, luz, gás) foram os que mais avançaram, uma vez que a valorização das Obrigações do Tesouro reforçou a atractividade dos seus dividendos.

Em contrapartida, os títulos do sector financeiro foram os que mais corrigiram - depois de terem estado em forte alta nas últimas sessões. O mesmo aconteceu com as acções da energia, num dia em que os preços do petróleo negociaram em terreno misto.

 

Os investidores aguardam agora pelas políticas pró-crescimento prometidas pelo presidente Donald Trump, que disse que as anunciaria em breve.

 

Com efeito, na semana passada, o novo presidente da Casa Branca declarou que num prazo de "duas a três semanas" divulgaria um plano fiscal "fenomenal" para as empresas.

 

"Na sequência do forte ‘rally’ a que se assistiu desde inícios de Novembro, os investidores estão agora a ficar mais relutantes em comprar sectores inteiros, preferindo escolher os títulos com melhor desempenho dentro de cada sector", comentou à Bloomberg o principal estratega – para a Europa – da Market Securities, Stephane Ekolo.


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