Bolsa EDP Renováveis pressiona abertura da bolsa  

EDP Renováveis pressiona abertura da bolsa  

Com a maioria das cotadas de maior peso no PSI-20 em alta, a EDP renováveis pressiona o índice depois da EDP ter afastado o cenário de revisão em alta do preço da OPA.
A carregar o vídeo ...
Nuno Carregueiro 26 de julho de 2017 às 08:15

A bolsa nacional abriu em queda ligeira, com a EDP Renováveis a impedir o PSI-20 de acompanhar os ganhos das praças europeias, numa sessão que as acções estão a ser impulsionadas pela valorização das matérias-primas e com os investidores a aguardarem os resultados da reunião da Reserva Federal (Fed).

Não são esperadas novidades na reunião de política monetária da Fed que termina esta quarta-feira. Os membros do comité do banco central norte-americano deverão deixar inalterada a taxa dos fundos federais num intervalo entre 1% e 1,25%. Ainda assim, a entidade liderada por Janet Yellen deverá deixar novas pistas sobre uma futura subida dos juros, adiando para Setembro novas decisões. 

 

O PSI-20 cede 0,06% numa altura em que a maioria dos índices europeus marca ganhos abaixo de 0,5%.

 

A EDP Renováveis desce 2,57% para 6,781 euros depois de a EDP ter ontem descartado a possibilidade de rever em alta a contrapartida da OPA sobre a cotada, que assim permanece nos 6,75 euros. A empresa liderada por Manso Neto anunciou esta manhã que fechou o primeiro semestre com lucros de 134 milhões de euros, mais do duplicando o registado no período homólogo.

 

No resto do sector energético a tendência é positiva. A EDP ganha 0,14% para 2,963 euros e a Galp Energia valoriza 0,11% para 13,465 euros, beneficiando com a subida dos preços do petróleo, numa sessão em que o Brent em londres negoceia acima dos 50 dólares.

 

Quanto aos restantes pesos pesados a tendência também é de ganhos ligeiros. A Jerónimo Martins (que apresenta resultados hoje após o fecho) avança 0,12% para 17,355 euros e o BCP (que publica amanhã os números do primeiro semestre) ganha 0,2% para 0,254 euros.

 

Fora do PSI-20, o BPI valoriza 0,47% para 1,06 euros depois de ter anunciado ontem que fechou o primeiro semestre com um prejuízo de 102 milhões de euros, o que compara com lucros de 106 milhões de euros no mesmo período do ano passado, devido à venda de 2% do Banco de Fomento Angola (BFA) e o programa de saídas voluntárias.

  

A Martifer avança 5,65% para 0,393 euros, depois de ter anunciado que ganhou um contrato de 45 milhões de euros para o aeroporto de Genebra.