Bolsa EDP, retalho e CTT dão ganhos a Lisboa

EDP, retalho e CTT dão ganhos a Lisboa

A sessão desta terça-feira foi marcada por ganhos ligeiros em Lisboa, que assim acompanhou a maioria das pares europeias. Nos EUA, a incerteza manifestada por Janet Yellen face à política de Trump condiciona as negociações em Wall Street.
A carregar o vídeo ...
Paulo Zacarias Gomes 14 de fevereiro de 2017 às 16:48

Os ganhos do universo EDP, além das valorizações dos títulos do sector do retalho, deram a primeira sessão de valorizações da semana à bolsa portuguesa, que terminou esta terça-feira, 14 de Fevereiro, em linha com os avanços do resto da Europa.

O PSI-20 fechou a valer 4.605,33 pontos, com um ganho de 0,19%, com 12 títulos em terreno positivo, quatro em queda e um inalterado.

A EDP e a EDP Renováveis avançaram 1,02% e 0,61% respectivamente, no dia em que o Negócios noticia que a eléctrica teve de comprar gás aos EUA devido à falta de chuva.  Segundo dados divulgados ontem pela CMVM, a EDP Renováveis, além da Navigator e da Sonae, são as acções portuguesas em que os fundos nacionais mais investem. 

Do lado das retalhistas, e no dia em que o INE atribuiu ao aumento da procura interna e ao "crescimento mais intenso" do consumo das famílias o crescimento de 1,4% do PIB em 2016, a Jerónimo Martins fechou a subir 0,37% para 16,22 euros e a Sonae a ganhar 0,61% para 0,826 euros.

A somar estiveram também os títulos dos CTT, encerrando nos 4,98 euros depois de um ganho de 0,61%, naquela que foi a segunda sessão de ganhos para os papéis da empresa postal.

A Pharol aprofundou as perdas da sessão de ontem, onde caiu mais de 10%, e terminou o dia com recuos de 1,04%, a acompanhar o comportamento das acções da Oi (de que é accionista de referência) em São Paulo, que registam perdas também superiores a 1% no caso dos títulos preferenciais.

Sem variação estiveram os títulos do banco liderado por Nuno Amado, que se mantiveram nos 0,1451 euros.

Depois de o CaixaBi ter ontem antecipado que a Galp terminou o ano passado com uma queda de 35,6% nos lucros (para 471 milhões de euros), as acções da companhia liderada por Carlos Gomes da Silva caíram 0,72% para 13,81 euros, sem acompanhar o movimento de subida dos preços do petróleo em Londres e Nova Iorque, que ronda 1%.

Nas demais praças europeias os índices prolongaram os ganhos do dia anterior, com o índice de acções Stoxx 600 - o mais abrangente do Velho Continente - a renovar máximos de mais de um ano, numa subida de 0,02%.

Na praça francesa, os papéis da Peugeot sobem 4,32% para 18,7 euros depois de a PSA (fabricante Peugeot-Citroën) ter admitido estar a estudar a compra da actividade da General Motors na Europa (Opel-Vauxhall), o que se reflecte no outro lado do Atlântico com valorizações também superiores a 4% nas acções da General Motors.

Já em Londres os títulos da Rolls Royce caem mais de 4% depois de o fabricante de motores para a aviação ter apresentado perdas de 4,6 mil milhões de libras em 2016. E em Frankfurt a Rheinmetall sobe mais de 5% depois de a UBS ter melhorado a recomendação para o título. 

Em Wall Street a generalidade dos índices bolsistas norte-americanos mantém-se na linha de água, com os investidores a digerirem a possibilidade de nova subida dos juros nos EUA já na reunião de Março, como admitido esta terça-feira pela presidente da Reserva Federal, Janet Yellen

Apesar de se manifestar aberta a essa possibilidade, a responsável acrescentou no entanto sinais de incerteza ao considerar que ainda é cedo para estimar o impacto das medidas económicas que venham a ser postas em prática pela administração Trump, o que contribui para menor apetite dos investidores em activos de maior risco. 




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Nos CTT não pode haver centros distribuição a 10 minutos uns dos outros com nove carteiros dos quais seis são contratados, com chefe carteiro, e uma responsável com Nissan quasquai, isso é nos Açores, tem acabar esse regabofe, depois perde acionista, não pode ser, acionista investe para ganhar valor

Anónimo Há 2 semanas

A maior queda nos últimos dias mais 20% CTT, como acionista, precisamos mobilizar, e votar plano restruturação CTT, redução custos e pessoal, nova dinâmica gestão, gestores novos, agregar, juntar, diminuir na estrutura, ela leva 60% proveitos tem acabar, não quero ir de acionista a lesado, gestmin,

Anónimo Há 2 semanas

CTT valorizaram, 0,60% depois de andarem a cair quase 25%, nem dança de cadeiras aguente a desvalorização CTT, passivo cerca de um bilião, queda nacreceita de 25% com política poupança papel pelo governo, falta plano restruturação, e politica redução custos, os acionistas vão passar a lesados, incrí

zeca Há 2 semanas

BOLSAS AMERICANAS SEMPRE A BOMBAR, queremos um TRUMP para Portugal, isto mais parece uma bolseta do terceiro mundo, espero que amanhâ passe dos 4.605 pontos

ver mais comentários
pub